A indignação e a consciência de classe falaram mais alto, numa unidade devastadora para o poder político.
Porque está em causa a segurança do acto médico e a responsabilidade e autonomia técnica da decisão terapêutica quando esta pode ser alterada por um terceiro, não médico.
E, não menos importante, está em causa o vínculo de confiança do doente!
Mas também a valorização do mérito no acesso ao trabalho, nos concursos para diferenciação funcional e progressão, se o que vale é o preço mais baixo da hora de trabalho.
O braço de ferro está perdido para o Governo!
O que o Ministro hoje anuncia como razoável deveria ter sido objecto de diálogo atempado, em vez do enleio sobre a requisição civil ou a tentativa do Gabinete de ganhar a opinião pública falando em privilégios dos médicos e de não quererem trabalhar.
A emenda foi pior do que o soneto!
A política tem destas coisas!...