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Ângela Silva

Tanta conversa para nada

 angela silva
A ERC, cujos membros são eleitos por proposta dos dois maiores partidos, PSD e PS, partiu-se na votação: os propostos pelo PSD ilibaram o ministro. Os do PS não. Tudo demasiado previsível.
21-06-2012 8:35 por Ângela Silva
O caso do ministro que, supostamente, terá pressionado e ameaçado uma jornalista do “Público” acabou como se previa: sem provas.

Miguel Relvas foi julgado politicamente. Talvez políticos e jornalistas tenham algo a aprender com isto.

As jornalistas do “Público” disseram à Entidade Reguladora da Comunicação Social que Miguel Relvas ameaçou o jornal com boicotes de informação e com a divulgação de pormenores da vida privada de uma jornalista. Mas o ministro negou tudo.

A ERC, cujos membros são eleitos por proposta dos dois maiores partidos, PSD e PS, partiu-se na votação, a preceito. Os propostos pelo PSD ilibaram o ministro. Os do PS não. A maioria ganhou. Tudo demasiado previsível.

O ministro pagou o desgaste político e o julgamento da opinião pública. E o “Público” exibiu divisões internas sobre o caso: primeiro, a directora desvalorizou-o; depois, ajudou a incendiá-lo.

Como pano de fundo, há duas certezas: evitar excessivas proximidades na relação entre políticos e jornalistas é preventivo. E pôr um ministro em sentido sempre que este tente pressionar é um direito elementar ao dispor de qualquer jornalista. Nem é preciso grande coragem.

Se se cumprir o básico, evitam-se grandes histórias. E desfechos como este: tanta conversa para nada.
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Comentários (2)
  • » Indignado, Tomar, 07-07-2012 1:43

    Naturalmente, num País com uma democracia igual à angolana, com políticos de mentalidade angolana, o que estava à espera? É óbvio que todos os Poderes estão manietados aos caprochos e corrupção dos governantes..., é assim há mais de 35 anos e por isso, ninguém é preso!
  • » Joaquim Gonçalves , Lisboa, 21-06-2012 12:12

    A mim não me preocupa se o ministro Miguel Relvas pressionou ou não a jornalista do jornal público, preocupa-me sim e muito, o desemprego de várias familias, a crimininalidade e os assaltos que acontecem a toda a hora, e, também me preocupa a (in)justiça do meu país
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