Eficácia.
É nesta palavra mágica que se concentram todas as justificações para o insucesso da selecção portuguesa no seu jogo estreia do Campeonato da Europa em que ficámos a um pequeno passo de poder entrar com o pé direito na competição.
Antes do jogo, o desejo maior de todos poderia concentrar-se em apenas duas palavras: coragem e qualidade.
Coragem para enfrentar o muito proclamado poderio alemão, qualidade para sermos capazes de resolver a nosso favor nos momentos decisivos.
Faltou-nos um pouco de tudo isto para podermos estar hoje a encarar o desafio de quarta-feira, com a Dinamarca, sob perspectivas diferentes e bem mais marcadas pelo optimismo.
Jogando de forma demasiado calculista, retraída e programada para o empate, a nossa selecção só teve capacidade de reacção quando se viu em desvantagem no marcador.
E aí, provou que tudo teria sido bem diferente se o retraimento tivesse dado lugar à audácia que nos faltou sobretudo na primeira parte.
Depois, a falta de qualidade também responde por esta jornada negativa.
Não é tolerável que uma equipa com ambições veja alguns dos seus melhores jogadores falharem nos momentos decisivos e em situações em que é proibido não concretizar oportunidades soberanas.
Não chega ficar a lamentar a falta de sorte.
Teria sido antes necessária a eficácia que faltou em momentos cruciais e perante momentos decisivos, e que, ao invés, o nosso adversário soube aproveitar.
É verdade que nada está perdido, bastando para isso recordar que também a campanha do Euro-2004 começou com uma derrota, tendo sido depois possível chegar até à final.
O próximo compromisso não admite que voltemos a vacilar.
Por isso, com a Dinamarca, na quarta-feira, será tudo ou nada.