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Como fazer crescer o "partido" da abstenção

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No sábado, o Bloco de Esquerda garantia que uma moção de censura ao Governo proveniente do PCP teria como principal consequência “abrir a porta à direita!”. Poucos dias depois, Louçã surpreendia, anunciando, com um mês de antecedência, a sua própria moção de censura.
16-02-2011 8:52 por Graça Franco
Daniel Oliveira classificou a iniciativa como “manobra política absurda". Paulo Silva e Isabel Faria abandonaram a liderança do próprio Bloco, queixando-se de défice de autocrítica. Antes de fazer mossa a Sócrates, a moção mostrava o desnorte da extrema-esquerda.

Entretanto, para acalmar o PCP, Louçã viu-se obrigado a garantir que a moção contra o Governo era, afinal, sobretudo, contra o maior partido da oposição.

No PSD, ficou à vista a falta de liderança, com os barões a aconselhar o voto a favor ou contra, tornando inútil ouvir o próprio Passos Coelho. O CDS aproveitou a demora para chumbar a moção do Bloco, antecipando a sua abstenção.

Dentro do PS, já foi explicado que quem quiser criticar a política de Sócrates terá a vida mais dificultada no próximo Congresso.

Em verdade, ainda nos espantam os números da abstenção?
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