Daniel Oliveira classificou a iniciativa como “manobra política absurda". Paulo Silva e Isabel Faria abandonaram a liderança do próprio Bloco, queixando-se de défice de autocrítica. Antes de fazer mossa a Sócrates, a moção mostrava o desnorte da extrema-esquerda.
Entretanto, para acalmar o PCP, Louçã viu-se obrigado a garantir que a moção contra o Governo era, afinal, sobretudo, contra o maior partido da oposição.
No PSD, ficou à vista a falta de liderança, com os barões a aconselhar o voto a favor ou contra, tornando inútil ouvir o próprio Passos Coelho. O CDS aproveitou a demora para chumbar a moção do Bloco, antecipando a sua abstenção.
Dentro do PS, já foi explicado que quem quiser criticar a política de Sócrates terá a vida mais dificultada no próximo Congresso.
Em verdade, ainda nos espantam os números da abstenção?