Nos últimos dias, duas notícias causaram particular choque: as Câmaras de Lisboa e Porto, que ameaçam de despejo ocupantes de edifícios devolutos, caso os ditos “okupas” não paguem uma renda simbólica ao município; e a ameaça de algumas universidades anularem licenciaturas a estudantes com propinas em atraso.
Não sendo defensora da anarquia, parece-me que, no tempo em que estamos, existiriam outras formas de angariar dinheiro e de autarquias e universidades procurarem fazer face às adversidades.
Para exercer autoridade, é preciso bom senso, aplicar as regras de acordo com as circunstâncias, não de forma cega, e, sobretudo, procurar soluções e não juntar mais problemas aos problemas.
Perseguir os pobres neste momento, além de ser imoral, também é estúpido.