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Aura Miguel

Halloween

30 out, 2013

Os motores da poderosa máquina comercial aí estão, de vento em popa! Quem quiser, ainda vai a tempo de se mascarar.

De olhos postos nesta sexta-feira, é vê-los a pedir aos pais os objectos mais incríveis, para se vestirem de bruxas, vampiros, monstros e seres medonhos, de preferência com sangue e marcas de crimes. O que está a dar mesmo é exaltar o medo, o terror, as almas penadas e todo o universo de criaturas tenebrosas. Mas esta opção pelos símbolos do mal e da morte não atinge apenas os mais novos. Veja-se a quantidade de jovens e adultos que se pintam e transformam em zombies – ou lá o que é – para, supostamente, se divertiram na “noite das bruxas”. Qual noite?

Segundo a lenda pagã dos celtas, é a noite do Jack O’Lantern, que ofereceu a alma ao diabo e cuja alma penada fica reduzida à famosa abóbora vazia iluminada por dentro. Mas é também – desde sempre e ainda hoje - uma noite importante para rituais satânicos, encontros esotéricos e sessões com druidas e magos.

Os primeiros cristãos substituíram-na pelo culto de todos os santos – como, aliás, sugere a tradução original da palavra “Halloween” (all hallows eve – véspera de todos os santos). Originariamente, esta solenidade celebrava-se a 13 de Maio, mas o Papa Gregório IV, no ano 834, deslocou a festa de todos os santos para 1 de Novembro (com vésperas litúrgicas dia 31 de Outubro), exactamente para erradicar superstições e ocultismos pagãos ligados a esta data. 

A tradição cristã convida pois os seus fiéis a celebrar os santos e aponta-os como modelos de vida. É que os santos recusaram as trevas e optaram pela luz e pela verdade; são homens e mulheres de todas as idades e origens que não se deixam reduzir a abóboras vazias nem a cabos de vassoura.