Há cerca de uma década, surgiu no Massachussets Institute of Technology (MIT) uma cadeira revolucionária intitulada “Como fabricar qualquer objecto”. Neil Gershenfeld, o professor da disciplina, pretendia contrariar a corrente teórica dominante no ensino das engenharias e ciências trazendo de novo a “oficina” para a Universidade.
A nova “oficina” tem actualmente instrumentos sofisticados que os estudantes dessa cadeira têm provado ser suficientes para fabricar quase tudo: desde antenas de televisão a inovadoras maçanetas de portas que detectam intrusos indesejáveis.
Neil Gershenfeld transformou a cadeira num conceito que começou a ser exportado: o Fab Lab. Hoje existem vinte e cinco Fab Labs, um pouco por todo o Mundo. Neles qualquer pessoa pode utilizar um conjunto de máquinas para fabricar objectos utilizando a informação gerada na rede de laboratórios internacionais.
Hoje é inaugurado o Fab Lab Lisboa, por iniciativa da Câmara da capital. Vai ser o segundo no país depois do Fab Lab criado por iniciativa da EDP.
Estas iniciativas vão permitir um acesso único a informação de fronteira sobre as técnicas de fabricação emergentes. Um passo crucial para Portugal acompanhar esta nova revolução industrial.