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Ribeiro Cristóvão

À pega

26 Jan, 2012

António Fiúza adianta que por Mário Figueiredo foi garantido que o número de clubes da I Liga seria alargado para 18, não havendo por isso despromoções no campeonato que decorre.

Embora ainda não fosse público o acordo celebrado entre o novo Presidente da Liga de Clubes de Futebol e alguns dos presidentes que promoveram a sua recente eleição, nunca houve muitas dúvidas sobre entendimentos prévios de bastidores que promovessem a alteração do actual quadro competitivo.

Pois bem, a revelação do “segredo” aí está.

Segundo recente notícia de Bola Branca, António Fiúza, presidente do Gil Vicente, sempre ele, adianta que por Mário Figueiredo foi garantido que o número de clubes da I Liga seria alargado para 18, não havendo por isso despromoções no campeonato que decorre. “Se o não fizer –acrescentou num tom que lhe é habitual- está à pega”.

Entretanto, e agora em contacto com a realidade que provavelmente desconhecia, o novo líder do futebol profissional já vai fazendo passar a mensagem segundo a qual apenas colocou como um simples projecto a ideia do alargamento e nunca como uma questão decisiva do seu programa eleitoral.

A imprevista reviravolta já está a dar lugar a alguns movimentos, sobretudo daqueles para os quais o fantasma da descida de divisão é uma permanente dor de cabeça, levando-os, inclusive, a traçar alguns cenários que conduzam ao mesmo resultado, isto é, deixar todos a viver por entre a maior tranquilidade.

Sabe-se como é importante a permanência no escalão principal do nosso futebol.

Aí, a garantia de receitas é mais efectiva, tanto de bilheteira como as provenientes das transmissões televisivas. Além disso, com o Fisco a apertar cada vez mais há muitos clubes à beira da insolvência e perante a ameaça de fecharem as portas.
 
Só que as possíveis alterações de que agora se fala não podem ser levadas a cabo ultrapassando o que está legislado, tampouco, as regras podem ser mudadas a meio do jogo.

Em nome da ética e da seriedade.

A par do futebol que se joga dentro das quatro linhas, e como já constitui tradição, os malabarismos de alguns dos seus dirigentes não deixam de se tornar num bom entretenimento para atenuar um pouco os problemas de difícil solução que afectam o dia a dia dos portugueses.