Apresentam-se-lhe, por isso e a partir de agora, apenas duas alternativas: ou recua e procura outros caminhos, ou dá um passo em frente e termina assim com todas as escassas ilusões que ainda campeiam em pequenos nichos da família leonina.
Se é verdade que o cálice já tinha transbordado há poucos dias em Braga, onde a equipa sepultou a possibilidade de alimentar esperanças de se bater pelo título, o desastre de ontem à noite, no seu próprio estádio, frente a uma equipa do escalão inferior, deixou à vista outras mazelas até aqui desconhecidas.
Focos de rebeldia escondidos no seio de um grupo, que apenas parecia dar mostras de enormes dificuldades de ordem competitiva, deixaram agora à vista aspectos bem mais gravosos que podem estar a influenciar o rendimento da equipa.
É verdade que o acto de insubordinação de um jogador, no caso o búlgaro Bojinov, que nunca pareceu talhado para a função que insistentemente lhe tem sido destinada, foi de imediato apontado como passível de pesada sanção, mas o sinal da indisciplina, esse, está lá e não desapareceu apenas devido à instauração de um qualquer processo.
A sensação que fica é a de alguma impotência da parte de um treinador que conhece dias amargos em Alvalade.
Os resultados não têm ajudado, mas as exibições também não suscitam entusiasmo.
A reiterada e estafada justificação de que a equipa, seja ela qual for, não entra bem nos jogos, dando por norma 45 minutos de avanço aos adversários, já não recolhe nem sequer o benefício da dúvida.
Haja, por isso, quem ponha ordem na casa.
Vai sendo tempo de os jogadores se empenharem o tempo todo, dado não haver por enquanto notícias de que os dirigentes também lhes cortam, ao fim do mês, metade dos chorudos ordenados.