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Ribeiro Cristóvão

Brilhante

16 Nov, 2011 • Ribeiro Cristóvão

A selecção portuguesa já precisava de um jogo como este. As prolongadas dúvidas suscitadas pelo deficitário rendimento de alguns jogadores fundamentais, começavam a transformar-se num tormento.

Desfizémos as dúvidas, acertámos as contas com o passado recente, e por isso passámos a fazer parte do lote das 16 melhores selecções que no próximo ano se repartirão pelos estádios da Polónia e da Ucrânia para consagrar o futuro campeão da Europa de futebol.

Foi brilhante e até mais fácil do que se previa. As dúvidas começaram aliás a ser dissipadas muito cedo, no momento em que Cristiano Ronaldo disparou o primeiro foguetão rumo à baliza bósnia.

Abriu-se aí a porta de um apuramento, que apesar de alguns espaços de menor firmeza, nunca chegou a constituir grande dúvida.

A selecção portuguesa já precisava de um jogo como este.

As prolongadas dúvidas suscitadas pelo deficitário rendimento de alguns jogadores fundamentais, começavam a transformar-se num tormento e numa ameaça à continuidade do percurso brilhante que o futebol português garantira até aqui.

Com o resultado de ontem e, sobretudo com a exibição colectiva que a ele conduziu, rasgam-se outra vez novos horizontes e voltam a criar-se as mais justificadas expectativas em relação ao Euro-2012, ainda que reconheçamos ter aumentado o grau de dificuldade em função de uma concorrência de muito maior qualidade.

A pausa que se segue até Junho do próximo ano deixa espaço para profundas reflexões à volta da construção de um projecto novo, reformulando alguns conceitos que possam estar a afastar-se da realidade. 

Convirá, entretanto, não esquecer que, pelo meio, vai ter lugar um importante acto eleitoral na Federação, a partir do qual será inevitável alterar figurinos que permanecem iguais, mercê da permanência no cargo de um elenco directivo há quase duas dezenas de anos.

E é exactamente para os que cessam funções, que devem dirigir-se também os agradecimentos dos portugueses que gostam de futebol.

Não obstante alguns erros de percurso que ficaram a marcar a sua acção, será bom não esquecer que foi sob a égide dos ainda responsáveis federativos que Portugal esteve presente, de forma ininterrupta, em sete grandes competições internacionais, tanto campeonatos do mundo como da Europa.