O secretário-geral do PS afirmou hoje que o líder do PSD “ultrapassou todos os limites" e insultou 500 mil portugueses ao dizer que o programa das Novas Oportunidades pretende "certificar a ignorância".
"Não se trata apenas de insultar o Governo e a mim próprio, coisa que faz muitas vezes, mas trata-se de insultar os 500 mil portugueses que obtiveram, com o seu esforço e coragem, uma melhoria das suas habilitações", sustentou José Sócrates no Funchal, onde participou num almoço-comício integrado na pré-campanha das eleições de 5 de Junho.
Para o líder do PS, Pedro Passos Coelho revelou "ignorância" ao atacar o programa e defender uma auditoria externa, porque essa análise já é efectuada e, "além disso, referiu-se a esse programa dizendo que pretende certificar a ignorância e, aí, passou todos os limites".
"Ao exprimir o preconceito social, mostrou que não sabe do que fala", acusou José Sócrates, acrescentando que o líder do PSD "não hesita perante nada para atacar tudo, dizer mal de tudo, numa política de terra queimada que em nada contribui para afirmar a defesa dos interesses superiores do país".
Parte do discurso de José Sócrates contemplou palavras dirigidas directamente aos madeirenses, afirmando que "o PS e o Governo socialista se orgulham de nunca ter faltado à Madeira nos momentos difíceis e de sempre ter estado ao lado dos madeirenses quando precisaram de solidariedade nacional".
José Sócrates apelou depois ao empenho de todos para participar numa campanha eleitoral "de nobreza, de elevação, que discute ideias e não recorra nem ao insulto, nem ao ataque pessoal, e muito menos às brejeirices políticas que têm sido utilizadas nestes últimos tempos".
Por seu turno, o líder do PS-Madeira, Jacinto Serrão, criticou o facto de Pedro Passos Coelho não ter mostrado disponibilidade para se deslocar em campanha a esta região, indicando que "a direita nunca conviveu bem com o processo autonómico" e "não quer ser confrontado com as políticas de regabofe de Alberto João Jardim, nem com a situação de falta de democracia e desrespeito pelas regras elementares do Estado de direito".