Ouvir Emissão
Acabou de Tocar DELFINS - A BAIA DE CASCAIS Acabou de Tocar

Ajuda externa

Veja a "carta" que Louçã diz que o Governo enviou ao FMI

Há um programa de governo escondido de três partidos, acusa Luís Fazenda

  • Áudio Luís Fazenda diz que carta mostra que o Governo se comprometeu a "fazer uma redução substancial" da taxa social única
Governo diz que não há qualquer carta enviado ao FMI - há sim um memorando -, ao passo que o Bloco de Esquerda considera que há uma carta de garantias. Clique AQUI para ler o documento da discórdia.
12-05-2011 18:46 por João Pedro Vitória
Francisco Louçã disse ontem no debate com José Sócrates que o Governo enviou uma carta ao FMI na qual se compromete a fazer uma redução substancial da Taxa Social Única. José Sócrates desmentiu e disse que não se tratava de qualquer carta. Para ler o documento da discórdia, clique AQUI. A questão da taxa social única surge na página 12, ponto 39.

Hoje, o ministro da Presidência demissionário, Pedro Silva Pereira, também desmentiu a existência de qualquer carta. "O truque [de Francisco Louçã] foi o de procurar sugerir que [os excertos que lia] não estavam no memorando estabelecido com as instituições e que se trataria de uma coisa escondida - essa ideia é falsa", disse.

Para o Bloco de Esquerda, trata-se de uma carta de garantias. No vocabulário do FMI, chama-se "memorando de políticas económicas e financeiras" e será o produto final das negociações da troika com o Governo para o empréstimo de 78 mil milhões de euros. 

O documento que foi divulgado na semana passada refere-se ao acordo com a União Europeia. O texto citado por Francisco Louçã no debate com José Sócrates refere-se ao acordo do Governo com o Fundo Monetário Internacional.

No ponto 39 deste documento está escrito que “um objectivo crítico” é aumentar a competitividade e que isso “envolve uma grande redução da contribuição que a entidade patronal faz para a segurança social”. Ou seja, uma grande redução da Taxa Social Única. Em inglês, lê-se “a major reduction”, que pode ser traduzida por "grande", "significativa" ou "drástica" redução.

No mesmo ponto diz-se que a Segurança Social não pode perder essas verbas e, por isso, a compensação “pode incluir mudanças na estrutura e nas taxas do IVA”, outros “cortes adicionais e permanentes na despesa” ou “a subida de outros impostos que não afectem a competitividade”.

Mais: está escrito que, ao implementar-se esta medida, deve assegurar-se que “as alterações nos impostos serão alocadas aos preços mais baixos” e que têm de ser asseguradas medidas para “mitigar o impacto social do aumento dos impostos sobre o consumo”.

Por fim, diz-se que isto será feito no Orçamento do Estado para o próximo ano - portanto, entrar em vigor em Janeiro. Para ler o documento da discórdia, clique AQUI. A questão da taxa social única surge na página 12, ponto 39.
PARTILHAR

Mais opinião de Ajuda externa
  • PUB

Deixe aqui o seu comentário relativo a este artigo. Todos os comentários estão sujeitos a mediação.

Tem 1500 caracteres disponíveis

Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.




INFORMAÇÃO      BOLA BRANCA      PROGRAMAÇÃO      MÚSICA      MULTIMÉDIA      OPINIÃO