O presidente do PSD acusou hoje o primeiro-ministro, José Sócrates, de se "refugiar numa série de desculpas" para evitar dizer como é que vai cumprir o compromisso de descer a Taxa Social Única (TSU). “Esperteza saloia”, diz Pedro Passos Coelho.
"O primeiro-ministro critica-nos a nós, a mim, por dizermos que vamos fazer aquilo que ele assinou, e não consegue dizer a ninguém como é que ele acha que se concretiza aquele objectivo. É uma esperteza saloia", considerou Passos Coelho, numa conferência na sede do Conselho Nacional de Juventude (CNJ), em Lisboa.
“É pensar que o país vai nessa conversa de que vamos sair de uma crise gravíssima, em que ele nos colocou, apenas a fazer de conta que a coisa se resolve por si própria agora que vamos ter o dinheiro do Fundo Europeu de Estabilização Financeira”, acrescentou ainda.
Passos Coelho avisa que não cumprir o acordo do plano de ajuda externa é caminhar para o desastre. “Quer dizer que continuaremos a falhar e se continuarmos a falhar já não é só a bancarrota, é um desastre por muitos anos em Portugal”, alerta.
Para o presidente do PSD, Portugal não deve querer baixar os custos do trabalho cortando os salários, porque estes "não são, na média europeia, salários elevados". "Empresas encerram porque não têm sucesso, pessoas vão para o desemprego e depois aceitam trabalhar por valores muito mais baixos – é isto que eu chamo cortar os salários. Cortar os salários desta maneira implica uma recessão longa, muito desemprego e um nível médio salarial cada vez mais baixo", acrescentou.
Por isso, o PSD defende que baixar os custos do trabalho deve ser feito através da redução da Taxa Social Única.