Carvalho da Silva diz que os números do desemprego são a prova de que as políticas que estão a ser seguidas são erradas. O secretário-geral da CGTP considera que a tendência de aumento do número de desempregados vai continuar e admite que a taxa pode chegar aos 15%.
“A taxa de desemprego está a subir aceleradamente. As políticas que estão ser aplicadas podem projectar o país para as taxas de desemprego próximas dos 15%”, alertou Carvalho da Silva. Esse cenário seria um “desastre absoluto, provocaria uma situação na sociedade de imensa pobreza e um bloqueio enorme de desenvolvimento, mas esse é um perigo que se corre”, disse.
Carvalho da Silva reafirmou que as “receitas das troikas” levam a um “afundamento contínuo das condições de vida dos portugueses e do processo de desenvolvimento do país”.
A
taxa de desemprego atingiu os 12,4% no primeiro trimestre deste ano com a nova metodologia de recolha de informação, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
No entanto, o Instituto refere também que a taxa de desemprego do primeiro trimestre teria sido de 11,4%, em vez de 12,4%, caso tivesse sido mantida a metodologia anterior de recolha de informação.
Louçã diz que Portugal enfrenta “bancarrota social”
O coordenador do Bloco de Esquerda, que hoje esteve reunido com Carvalho da Silva, diz que a taxa de 12,4% no primeiro trimestre do ano demonstram estado de “bancarrota social”. Francisco Louçã diz que o número de desempregados pode chegar a um milhão, em 2012.
Francisco Louçã citou o memorando do resgate externo a Portugal, que indica um aumento de 150 mil novos desempregados ao número actual, que ronda os 700 mil. A esses números somou mais uma parcela de pessoas ”desincentivadas”, que não se inscrevem nos centros de emprego, com trabalhos de horários incompletos, jovens à procura do primeiro emprego e aqueles que frequentam formações sem perspectiva de emprego.
“Estaremos próximo de um milhão”, anteviu o líder do BE, sublinhando que, face a “tanto desemprego que estes números revelam”, se vive uma situação da “bancarrota social” em Portugal.