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Todas as reacções à morte de Belmiro de Azevedo, "um homem de vontade inquebrantável"

29 nov, 2017 - 17:17

“Tinha horror à incompetência”, um verdadeira "campeão" alérgico à derrota, um "grande empregador", empresário "referência" das últimas décadas são algumas reacções à morte de Belmiro de Azevedo.

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Belmiro de Azevedo. O capitalista que citava Marx
Belmiro de Azevedo. O capitalista que citava Marx

O empresário Belmiro de Azevedo morreu esta quarta-feira, no Porto. Tinha 79 anos. Deixa um vasto legado empresarial através do grupo Sonae, que opera em várias áreas da economia portuguesa. Quem privou com o gestor de perto recorda um "homem de uma vontade inquebrantável".

“No momento em que nos deixa, quero homenagear o Eng.º Belmiro de Azevedo, figura marcante do nosso meio empresarial e da sociedade portuguesa, em termos de liderança, determinação, visão de futuro e empenhamento social e cultural ao longo de mais de 40 anos, e apresento à Família as minhas sentidas condolências”. Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa

"É uma grande perda para Portugal. Afirmou Portugal no estrangeiro. Era um gestor muito inovador. Acho que a sociedade portuguesa tem muitos aspectos de gratidão para com ele". Ministro da Economia, Caldeira Cabral

"Recordo o engenheiro Belmiro de Azevedo pela sua frontalidade e pela sua assertividade. Ao mesmo tempo que era uma pessoa afável, não deixava de ser directo, frontal, porque não estava refém deste ou daquele poder. Tinha o condão de chamar as coisas pelos nomes e de por o dedo na ferida mas, sobretudo, recordo-o como um grande amigo, empresário e como um criador de riqueza". Presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva

“Foi talvez o maior empresário português do pós-25 de Abril. Soube construir um grupo, soube inovar, soube manter o equilíbrio entre actividades novas em que ele entrou no sector da distribuição. Foi um dos grandes pioneiros da distribuição moderna em Portugal. Guardo dele uma memória de uma grande capacidade de decisão, gestão, inovação e também uma grande capacidade de desenvolvimento pessoal. Ele frequentava cursos de Gestão, frequentemente, em grandes universidades para estar sempre actualizado em relação às modernas tendências da gestão, da organização, da inovação”. Eduardo Catroga, antigo ministro das Finanças, à Renascença

O primeiro trabalho de Belmiro na Sonae. "Destruir para recriar"
O primeiro trabalho de Belmiro na Sonae. "Destruir para recriar"

“Gostava que as suas empresas e colaboradores mais próximos respeitassem valores relacionados com honestidade, com integridade, um conjunto de princípios. Tem a ver como a forma como ele tinha horror à incompetência, explica muito do seu conflito com a administração pública e com o Estado, em muitas situações. Era um homem de uma vontade inquebrantável, eu diria que ele era um verdadeiro campeão, não gostava de perder nem a feijões. Criou um grande grupo, meteu-se em vários sectores. A Sonae é um grupo muito diversificado, que vai desde os supermercados, às telecomunicações, à madeira, à comunicação social. Dentro da Sonae, onde eu trabalhei, ele tinha um cuidado especial com a carreira dos quadros superiores. Ele dizia que um gestor de topo da Sonae tinha que ter uma visão global, não podia ser só um financeiro, nem um homem de marketing, de operações. Foi um homem de eleição e como único que foi merece o respeito de toda a gente. Os milhares e milhares postos de trabalho que ele criou e a riqueza que ele ajudou que o país tivesse beneficiado são pendor para hoje, dia do seu padecimento, haja um grande sentimento de grande gratidão por aquilo que ele fez para o país”. Silva Peneda, antigo ministro do Emprego e Segurança Social, à Renascença

“É, reconhecidamente, um dos empresários senão o empresário referência das últimas cinco décadas da história do país. Em algumas discussões que tivemos, eu reconheço-lhe uma identidade forte com o valor do emprego, mas não, às vezes, com a relação entre o emprego e a retribuição do trabalho. Mas reconheça-se que era um grande empregador, que deixa um grupo com bases que parece ter a estabilidade suficiente para continuar a ser esse empregador diversificado”. Carvalho da Silva, sociólogo e antigo secretário-geral da CGTP, à Renascença

"Estamos a falar do que é seguramente o maior empresário português do pós- 25 de Abril. Os empresários têm autoestima e respeito por si próprios, mas são justos e sabem reconhecer o mérito e os resultados e dificilmente algum empresário português discordará que perdemos o que foi o maior empresário português no pós-25 de Abril". Daniel Bessa, ex-ministro da Economia

"Belmiro de Azevedo liderou a Sonae durante 50 anos, período em que a transformou num dos mais importantes e respeitados grupos empresariais portugueses. O seu carácter empreendedor único levou-o a criar e expandir negócios, gerir com rigor e criatividade, internacionalizar, investir na abertura do mercado de capitais, ser percussor do relevo da sustentabilidade nas empresas, apostar na formação e a criar um estilo único de liderança que faz da Sonae uma reconhecida escola de gestores em Portugal. Os colaboradores da Sonae unem-se à dor da sua Família e prestam sentida homenagem ao Homem que dedicou a vida a criar um legado histórico ímpar no panorama empresarial em Portugal, assumindo o compromisso de tudo fazer para o perpetuar, empenhados em contribuir para que a Sonae continue a levar os benefícios do progresso e da inovação a um número crescente de pessoas, tal como o Engenheiro Belmiro sempre nos ensinou". Grupo Sonae

"O engenheiro Belmiro de Azevedo era um cidadão que marcou a sua passagem entre nós como uma grande figura nacional. Era um grande empresário, que subiu a pulso, atingiu o top, fruto da sua perseverança, inteligência e força de vontade. Fica na história como um grande empresário do país, mas também como um grande homem do Norte, que sempre defendeu os ideais nortenhos e que nunca teve medo de assumir as suas posições publicamente. Recordo com saudade esses tempos [de Belmiro como praticante e dirigente no FC Porto], em que fez uma notável obra na natação – foi o grande impulsionador da modalidade, sem condições. Conseguiu projetá-la para hoje conseguir os grandes níveis que tem. Tenho que lamentar a perda de um homem que fica também ligado ao FC Porto e apresentar as minhas condolências, em nome do FC Porto, à sua família”.Pinto da Costa, presidente do FC Porto

"É a perda de um Homem inigualável, um lutador, com um percurso de vida fantástico, nobre e de grande exemplo para todos nós, com vastos conhecimentos e experiências que enriqueciam quem com ele tinha o privilégio de conviver. Manifesto profunda admiração pessoal pelo seu empreendedorismo e pela sua visão de uma sociedade mais justa e desenvolvida. O seu legado empresarial, a sua responsabilidade social e a sua filantropia, estou certo, serão motivos de orgulho para todo o país. Foi um parceiro comercial duradouro, exigente, imaginativo, leal e entusiástico que muito contribuiu para o desenvolvimento do futebol português"". Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF)

"Quero manifestar o meu pesar pela morte de uma pessoa que tanto deu a Portugal, tanto contribuiu para a economia portuguesa, para o emprego de muitos portugueses e que tinha uma visão que ultrapassou em muito as nossas fronteiras". Santana Lopes, antigo primeiro-ministro e candidato a líder do PSD

"Nós, às vezes, confundimos gestores com empresários. O engenheiro Belmiro de Azevedo era gestor, mas era acima de tudo um empresário. Criou empregos, fez crescer a economia e quando digo criou empregos, criou milhares de empregos". Rui Rio, antigo presidente da Câmara do Porto e candidato a líder do PSD

"Com a morte do engenheiro Belmiro de Azevedo, Portugal perdeu uma personalidade marcante e uma voz livre. Liderança inteligente e perspicaz e a sua aposta decidida na inovação. A nossa economia beneficiou enormemente com a sua ousadia e a sua visão". Aníbal Cavaco Silva, antigo Presidente da República

Comentários
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  • João
    30 nov, 2017 Lisboa 08:50
    Tal como o Eduardo e porque conheci pessoalmente o neto de Belmiro, dele retiro 6 princípios: trabalho, trabalho... trabalho, trabalho... trabalho... e trabalho. São princípios diferentes, como se pode ver.
  • Alexandre
    29 nov, 2017 Lisboa 22:28
    Não deixo de lamentar a forma como explorou os produtores deste país, comprando pelo mais baixo preço possível. Também lamento a sua obstinação em destruir alimentação dos hipermercados «Continente», em vez de dar aos que mais necessitavam.
  • Eduardo
    29 nov, 2017 Lx 19:50
    Por que o conheci pessoalmente, dele retiro 5 princípios: trabalho, trabalho, prosperidade, dignidade e honra. Paz à sua alma.
  • sequeira
    29 nov, 2017 figueira da foz 19:38
    a esta hora estará a prestar contas a Afonso Pinto de Magalhães e a explicar como conseguiu ficar com todo o seu património !! estará na hora de finalmente se escrever a verdadeira história de como se criou o império sonae ? é que neste país os politicos são ou serão empregados dele.
  • Pedro Silva
    29 nov, 2017 Lisboa 19:28
    Quantos pobres foram necessário para fazer Mr. Pato Bravo do Norte, Belmiro? Será mais fácil a um camelo entrar por um buraco de uma agulha do que Belmiro entrar no reino dos céus.
  • AGS
    29 nov, 2017 Lisboa 18:14
    Morreu . Paz á sua alma No entanto não se livra de ser o mais rico do cemitério Junte-se ao Amorim O dinheiro agora serve-lhes de muito E a riqueza acumulada á custa de quêm ? Sempre á custa do ZÈ Tuga.
  • ELISA NUNES
    29 nov, 2017 LEÇA DO BALIO 17:43
    PAZ Á SUA ALMA ERA UM GRANDE HOMEM