O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
A+ / A-

Kubica regressa à Fórmula 1 em 2018

14 nov, 2017 - 15:52

Regresso "apadrinhado" pela Williams, marca pela qual o piloto polaco cumpriu testes, no Brasil. É o desfecho desejado para uma história que começou com um violento acidente, em 2011.
A+ / A-

Robert Kubica vai ser o novo piloto da Williams, para o lugar de Felipe Massa, no Mundial de Fórmula 1 de 2018.

O regresso do piloto polaco, de 32 anos, ainda não foi oficializado, no entanto, o portal brasileiro "Grande Prêmio" garante que se trata apenas de uma questão cerimonial e que o contrato já foi mesmo assinado.

Kubica passou os testes no Brasil, confirmando que a condição física e a capacidade de rodar a grande velocidade não se perderam. Esses dois factores, unidos ao peso, em termos de "marketing", do polaco, levaram à decisão final favorável da Williams. Falta, agora, a adaptação do polaco ao novo regulamento, processo que já foi iniciado.

Robert Kubica chegou à Fórmula 1 em 2006, para o lugar de Jacques Villeneuve. Começou com a BMW e passou para a Renault, em 2010, tornando-se um dos principais pilotos do globo. Até que, em Fevereiro de 2011, no rali Ronde di Andorra, Kubica teve um acidente impressionante, tendo ficado a centímetros de cair de um penhasco.

Foram precisas sete horas para remover Kubica do local, a que helicópteros não conseguiam chegar, e chegou mesmo a falar-se de amputar o braço direito do piloto, que tinha chocado com os "rails" de protecção que lhe salvaram a vida e que ficou sem um pedaço.

A recuperação total concretizou-se apenas em Setembro de 2012, após várias cirurgias, com nova estreia em ralis. Depois de vencer o Ronde Gomitono di Lana, com o braço enfaixado, Kubica admitiu que sonhava com a F1, até 2014. Em 2013, após testes com a Mercedes, afirmou que nunca voltaria a estar no pleno das suas capacidades.

Entre 2013 e 2016, o sucesso estava de braço dado com o infortúnio. Kubica vencia e, logo depois, envolvia-se num acidente. Em Abril de 2017, desistiu do Mundial de Endurance, pelo qual tinha enveredado, por ser "próximo da F1".

Já em Junho, Kubica deu 90 voltas, em testes, para a Renault, no entanto, a marca francesa acabou por optar pela contratação de Carlos Sainz Jr. Fechada essa porta, o polaco chamou Nico Rosberg, campeão do mundo de 2016 e retirado da competição, para ser seu empresário.

O alemão indicou-lhe a Williams, pouco inclinada a manter Massa, e, nos testes, Kubica bateu a concorrência de Pascal Wehrlein e Daniil Kvyat, rumo a um lugar na Fórmula 1, em 2018.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.