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Web Summit

​Segredo para ganhar em 2020? "Continuar a twittar", diz estratega digital de Trump

08 nov, 2017 - 15:00 • Manuela Pires

“Génio” da campanha digital de Trump disse na Web Summit que o republicano soube direccionar a mensagem, usando as redes sociais. Um ano depois da eleição, Brad Parscale defendeu o seu Presidente em Lisboa.
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Um ano depois da eleição e de tantas polémicas, o responsável pela estratégia digital da campanha de Donald Trump, Brad Parscale, tem a certeza que a maioria dos americanos ainda apoia o Presidente norte-americano.

No palco principal da Web Summit, Brad Parscale explicou como é que o Facebook ajudou a eleger Trump. “Tínhamos de encontrar pessoas e o Facebook ajudou-nos de uma forma fácil e barata a encontrar os apoiantes de Trump e a direccionar a mensagem para as pessoas que estavam mais receptivas às ideias do candidato republicano”, afirmou.

O homem a que o “Washington Post” chamou “o génio da campanha digital” de Trump esclareceu ainda qual foi o papel dos responsáveis do Facebook. Sem entrar em pormenores, disse apenas que o “ajudaram a usar melhor a plataforma. O Facebook, a Google, o Snapchat, todos quiseram ajudar.”

Questionado sobre o que Trump tem de fazer para ganhar ser reeleito em 2020, Parscale respondeu: “Continuar a twittar. Só isso. Eu adoro o Twitter dele.” E governa-se pelo Twitter? “Acho que ele fala directamente com as pessoas, estou farto de pessoas que não falam directamente. Temos muitos políticos que têm apenas a visão que os média lhes dão e eu gosto de ter um Presidente que fala directamente comigo.”

Hillary “não percebeu” as redes sociais

Brad Parscale explicou ainda que, há um ano, tinha um bom produto para vender. E “a campanha de Hillary não percebeu que a América estava a mudar na forma como usava as redes sociais”.

Os aplausos surgiram na Altice Arena quando o moderador da entrevista questionou Brad Parscale sobre as promessas de Trump que ainda não saíram do papel, como a construção de novas estradas e outras infra-estruturas.

Telegráfico, Brad respondeu que “Trump ainda tem três anos de trabalho pela frente”. “A prioridade agora é tratar da reforma fiscal porque os americanos querem ter mais dinheiro no bolso. Para mim, é o melhor Presidente que a América já teve”, declarou.

“Não fui manipulado pelos russos”

A polémica intervenção dos russos na campanha de Donald Trump deixou Brad Parscale muito incomodado. Há duas semanas, foi ouvido pelo comité do Congresso norte-americano, que está a investigar o papel dos russos na eleição de Donald Trump.

Brad Parscale está envolvido numa polémica devido aos múltiplos “retweets” de uma conta falsa do Partido Republicano no Tennessee, alegadamente mantida com o apoio do Kremlin.

Parscale negou qualquer ligação ao alegado esquema russo para condicionar o resultado das eleições presidenciais norte-americanas: “não fui manipulado pelos russos, é um problema do Twitter, eu não recebo dinheiro da Russia, isso é ridículo.”

Comentários
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  • Horacio
    09 nov, 2017 Lisboa 23:39
    Este tipo de genialidade que cria desinformação .so funciona quando a população e semi analfabeta . É só com um sistema como o americano onde só 40% da população vota e onde um presidente pode ser eleito conseguindo 3 milhões de votos a menos que a outra candidata Hillary Clinton. A verdade é que esta eleição foi uma completa aberração e nada teve de genialidade. O Trump uma celebridade pões se a dizer barbaridades e as pessoas acharam divertido . A maioria da população não quiz participar e não votou mas nas áreas rurais e nos estados mais atrasados a mensagem de Trump foi bem recebida. Não é por acaso que ele consegui-o maior apoio entre pessoas de mais idade sem estudos. Vai ser muito difícil Trump vencer outra vez .nao só por a demonstrada incompetência mas porque que não votou (os 60%) já se arrependeram muito de não ter participado e deixado isto acontecer. As recentes eleições municipais já mostram isto com os republicanos a perderem em lugares onde nunca tinham perdido antes e 38% das pessoas responderam que só forram votar porque não gostam nem do Trump nem do partido dele. Esta tendência a manter-se vai prejudicar muito o partido e vai corroer o poder de Trump no congresso e Senado .