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Luciano Gonçalves

Proença em ponto de mira. "Árbitros querem aumentos o quanto antes"

18 set, 2017 - 18:15

Presidente da APAF, em entrevista a Bola Branca, revela "atrito" sem resolução imediata à vista com a Liga. Cenário de greve, contudo, não é equacionado. Para já.

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O presidente da Associação Portuguesa de Àrbitros de Futebol (APAF) apela, de forma enérgica, a uma solução, da parte da Liga Portugal, quanto ao congelamento do aumento dos prémios de jogos dos juízes, situação que se verifica há já oito anos e que, a curto-prazo, não parece ter "fumo branco" à vista.

Em entrevista a Bola Branca, Luciano Gonçalves transmite o desconforto da classe face à postura do organismo presidido por Pedro Proença, que já terá mesmo transmitido aos árbitros que não haverá o tão desejado aumento das remunerações, pelo menos até ao final da presente época.

Mas mais: os juízes também se queixam de outros problemas como as despesas de quilómetros percorridos e as condições das viagens para as ilhas da Madeira e dos Açores, juntamente com equipas de futebol. Basicamente, a Liga não resolve e os árbitros estão descontentes.

"A APAF e os árbitros estão insatisfeitos por alguns pontos de grande importância", começa por salientar, revelando a forma como o processo negocial tem vindo a ser conduzido.

"Temos estado em conversas com a Liga mas não temos tido resultados nesses pontos, nomeadamente os prémios de jogo que não são aumentados há oito anos, as viagens para as ilhas juntamente com as equipas, a questão dos quilómetros que os árbitros fazem até chegar a casa, que pode ir até mais quatro horas de duração. A arbitragem queria que isso fosse revisto e não está a conseguir que isso se resolva. Isso vai promovendo algum atrito entre a arbitragem e a Liga", admite, sem reservas, o líder da associação de classe.

Mesmo admitindo que Proença tem mostrado "sempre abertura para o diálogo", o facto concreto de a Liga não estar disponível para rever os prémios de jogo está a ajudar a que o conflito não se resolva.

"O presidente da Liga tem-nos vindo a informar que assim que conseguisse ter as condições para o fazer, o faria. Mas, para nós, é importante que estas alterações sejam feitas o quanto antes. O que o presidente da Liga nos disse foi que o iria fazer assim que tivesse possibilidade mas que não iria ser, definitivamente, esta época", adianta.

Greve fora de hipótese. Para já

Os árbitros estão descontentes com a Liga Portugal mas, por enquanto, não admitem parar ou efectuar qualquer tipo de greve.

Luciano Gonçalves ainda acredita na via do diálogo e, para já, garante que não haverá paralisação dos árbitros. Por ora, sublinha o presidente da APAF.

"Desde o início, nunca gostei de colocar essa palavra (greve) em cima da mesa, porque acredito sempre na palavra e nas acções das outras entidades. Espero que a Liga faça um esforço, porque não estamos a pedir nada de mais. São oito anos em que os árbitros não são aumentados. Acredito que a Liga irá fazer esse esforço e não haverá necessidade de tomarmos outras medidas. Se tal for necessário, os árbitros cá estarão para defender os seus interesses.

Comentários
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  • 19 set, 2017 02:02
    outra vez outro furacao?
  • vaca voadora
    18 set, 2017 Setúbal 21:56
    Há que aproveitar a embalagem da geringonça, aumento de salário para todos e redução das horas de trabalho, mas atenção nada de mais impostos por mais matreiros que possam ser!.
  • Paulo
    18 set, 2017 Guimarães 21:53
    Mais???? Não chega o que ganham com as missas
  • Joaquim José de Oliv
    18 set, 2017 Braga 21:37
    Acho muito bem. Se os enfermeiros, os juízes e outras corporações já se perfilam, porque os árbitros não o podem fazer, até que até estão rodeados por milhões.
  • FR
    18 set, 2017 Portugal 21:21
    Desde que seja dinheiro privado tudo bem, senão deixo de pagar impostos, não quero um cêntimo para desporto. Metam antes para os enfermeiros que esses posso vir a precisar
  • Carlos
    18 set, 2017 Vs 20:20
    É natural, pois com o vídeo árbitro a maioria dos árbitros que são os tais meninos queridos já não podem garantir a 100% as ajudas ao carnide. Como tal o LFV não vai poder garantir a permanência dos vendidos no primeiro escalão ou mesmo ficarem em internacionais. A coisa está a fiar mais fino, por isso há que acautelar desde já o futuro com aumentos.