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Incêndios. Revita conta com 30 entidades e mais de dois milhões de euros

17 set, 2017 - 00:20

Os donativos destinam-se prioritariamente à reconstrução das habitações afectadas pelos incêndios e ao seu apetrechamento, bem como ao apoio aos agricultores.
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O Fundo Revita, criado há três meses para gerir os donativos para as vítimas dos incêndios na zona centro, conta com 30 entidades e os donativos ascendem a 2.034.309 euros, informa o Instituto da Segurança Social (ISS).

"Até à data aderiram ao fundo 30 entidades, com donativos em dinheiro, em bens e em prestação de serviços. Os donativos em dinheiro ascendem a 2.034.309 euros", lê-se num comunicado do ISS.

Entre as entidades participantes contam-se o Banco Santander, o BCP, a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, o Montepio Geral, a ANA e Vinci Airports, o Banco de Portugal, o Grupo Salvador Caetano, a Fnac, a Samsung, o IKEA, a Essilor, a TAP e a Molaflex.

"A competência do Revita cinge-se aos donativos entregues ao Fundo. Os donativos destinam-se prioritariamente à reconstrução das habitações afectadas pelos incêndios e ao seu apetrechamento, bem como ao apoio aos agricultores", realçou o ISS.

Para assegurar uma maior eficiência na gestão dos donativos, foram estabelecidos protocolos com outras entidades, como a Cáritas Diocesana de Coimbra e a União das Misericórdias Portuguesas em conjunto com a Fundação Calouste Gulbenkian, que agregaram outros donativos, sendo responsáveis pela sua gestão.

"Nesse esforço de cooperação foi assegurada através do Fundo Revita a distribuição das casas a recuperar e a reconstruir nos três concelhos afectados [Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos], mas também nos municípios adjacentes de Góis, Pampilhosa, Sertã e Penela", assinalou o ISS.

E acrescentou: "Nesse contexto foram atribuídos aos diversos fundos para reconstrução de 199 casas de primeira habitação, das quais 95% estão em andamento, com obras em projecto, em consulta de preço, adjudicação, consignadas, em execução ou concluídas. Deste conjunto destacam-se as 73 casas que se encontram em fase mais avançada, nomeadamente 24 habitações com obra consignada, 30 com obra em execução e 19 concluídas".

O Fundo Revita tem directamente a seu cargo a reabilitação de 56 casas, com um perfil de intervenção mais exigente já que se tratam, na sua maioria, de reconstruções integrais.

"Ainda que a execução financeira seja naturalmente mais faseada, estão neste momento em condições de passagem à fase de pagamento 23 processos", adiantou o ISS, sublinhando que o Revita "continuará a cooperar com as entidades envolvidas no processo de reconstrução, tendo como objectivo a coordenação dos apoios disponíveis no terreno".

O incêndio que começou a 17 de Junho em Pedrógão Grande provocou 64 mortos e mais de 200 feridos, sendo apenas extinto uma semana depois. Alastrou a Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Pampilhosa da Serra, Penela e Sertã.


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  • André
    17 set, 2017 Lisboa 09:49
    Culpa-se o estado... ignoram-se os privados a quem foram entregues 15 milhões de euros. Se as pessoas doaram para entidades privadas, porque não confiam no estado, para que é que andam a protestar sobre o fundo do estado? Porque é que não vão ás associações que se apresentaram como "salvadoras da pátria" e lhes perguntam como é que estão a ajudar? Já basta a "associação das vítimas mortais de Pedrogão Grande" que anda a acenar com "vamos processar o estado em 1000 milhões de euros para indeminizar as famílias que perderam membros durante o incêndio"...