O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
A+ / A-

Rajoy reafirma que não haverá referendo na Catalunha

15 set, 2017 - 21:08

Independentistas “estão a cometer um erro”, refere o governante de Madrid.
A+ / A-

O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, acusa os independentistas catalães de estarem "a cometer um erro" e reitera que não haverá um referendo pela independência da Catalunha a 1 de Outubro.

Numa intervenção perante a direcção do Partido Popular (PP), dirigiu uma mensagem aos independentistas: "Estão a cometer um erro e vão forçar-nos a fazer aquilo que não queremos", avisou, mas sem concretizar esta ameaça.

"Quanto mais tarde corrigirem, mais prejudicarão o conjunto dos catalães e espanhóis. Não subestimem a força da democracia espanhola. A democracia é muito forte. Espanha é uma grande nação. A lei não pode ser liquidada assim do nada", declarou o também líder do PP.

Rajoy garantiu que o Estado vai continuar a reagir perante cada passo dos soberanistas e afirmou que, com "serenidade" mas também com "firmeza", pode assegurar que não haverá referendo a 1 de Outubro.

Como prova da actuação do Estado de direito, o primeiro-ministro espanhol recordou que o Tribunal Constitucional anulou a convocatória do referendo e também a lei com que se pretendia realizar esta votação.

Mencionou ainda a decisão de reforçar o controlo sobre as despesas da Catalunha para evitar a utilização de verbas na realização de um referendo separatista, depois de o executivo regional ter deixado de informar Madrid sobre as suas contas.

"O Estado continuará a agir em defesa dos cidadãos, da lei, das normas e dos serviços públicos, porque é a nossa obrigação", sublinhou.

Neste contexto, referiu ainda que a Guarda Civil retirou hoje mais de cem mil cartazes da Generalitat (executivo catalão) com propaganda para 1 de Outubro, um anúncio que foi acolhido com um prolongado aplauso dos dirigentes do PP catalão.

Os partidos separatistas têm uma maioria de deputados no parlamento regional da Catalunha desde setembro de 2015, o que lhes deu a força necessária, em 2016, para declararem que iriam organizar este ano um referendo sobre a independência, mesmo sem o acordo de Madrid.

Os independentistas defendem que cabe apenas aos catalães a decisão sobre a permanência da região em Espanha, enquanto Madrid se apoia na Constituição do país para insistir que a decisão sobre uma eventual divisão do país tem de ser tomada pela totalidade dos espanhóis.

O conflito entre Madrid e a região mais rica de Espanha, com um PIB superior ao de Portugal, cerca de 7,5 milhões de habitantes, um terço da área de Portugal, uma língua e culturas próprias, arrasta-se há várias décadas.

Tópicos
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.