A+ / A-

O que pode mudar na ADSE: ​Consultas mais caras, menos descontos e limites nos exames

15 set, 2017 - 07:26

Estão marcadas eleições para escolher os representantes dos beneficiários.
A+ / A-

Está marcada para a próxima terça-feira a eleição de quatro representantes dos beneficiários para a direcção da ADSE. Há sete listas que concorrem, cada uma com as suas propostas, perspectivando-se alterações neste subsistema de saúde.

De acordo com a notícia desta sexta-feira no “i”, uma das mudanças poderá passar por um aumento do valor de alguns co-pagamentos. Em entrevista ao jornal, o director-geral da ADSE, Carlos Liberato Baptista, garante que os aumentos serão “ligeiros” e dá como exemplo o valor das consultas pelas quais os beneficiários pagam actualmente 3,99 euros.

Outra das alterações pode ser a limitação de alguns cuidados e a necessidade de um pedido de autorização prévia quando se ultrapasse um determinado limite anual de exames.

Está também acordado que será alargada a base dos beneficiários. Está aberta a porta para que cônjuges dos beneficiários, mesmo que tenham outros rendimentos, e filhos maiores possam continuar a usufruir do subsistema. Não está, no entanto, ainda definido o valor da contribuição.

Entre as propostas das listas concorrentes, há várias que defendem uma diminuição dos descontos dos beneficiários. Em 2014, o valor dos descontos dos beneficiários aumentou para 3,5% do salário. Há duas listas que defendem a redução para 2,5%, outra para 3,1% e outras ainda que consideram os descontos excessivos, mas não apresentam uma proposta de redução.

Os beneficiários são chamados a votar no dia 19. No ano passado, a ADSE tinha mais de um milhão e 200 mil beneficiários, dos quais 831 mil titulares (a fazer descontos).

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • JR
    18 set, 2017 Figueira da Foz 16:25
    A ADSE tem um "superavit" de mais de 400 milhões de euros devido ao brutal aumento nos descontos imposto, desnecessariamente, aos funcionários públicos pelo governo de Passos Coelho, pelo que uma das medidas que se impõe é a redução desse desconto. Uma medida que se impõe é a do alargamento da inscrição aos conjuges dos beneficiários, e a manutenção da mesma relativamente aos filhos maiores, que tendo terminado a sua formação académica, não entraram ainda no mercado laboral, continuando ao encargo dos pais, isto sem prejuízo de eventual acerto da percentagem do vencimento a descontar. Quanto à entrada dos beneficiários na gestão da ADSE, nada mais justo, dado que são eles o seu sustentáculo.
  • Manuel
    16 set, 2017 Tavira 16:44
    Todos os beneficiários devem contribuir com igual quota e não com uma % do vencimento, como acontece actualmente. Se isto não suceder a ADSE deixa em breve de ser sustentável porque aqueles que auferem maiores vencimentos passam a optar por seguros privados.
  • Joaquim gomes
    16 set, 2017 Barreiro 07:16
    2.5 por cento de acordo com as duas listas
  • gato por lebre
    15 set, 2017 Santarém 23:30
    Pelo que aqui leio estou a ver que de facto as promessas da esquerdalha vão sofrendo alguns rombos e logo este na saúde tão imprescindível ao bem estar dos portugueses.
  • Carlos
    15 set, 2017 Lisboa 17:31
    A Adse devia permitir que os cônjuges sejam beneficiários sem restrição de idade. Os nais velhos não merecem?
  • Manuel Gonçalves
    15 set, 2017 Olhão 16:35
    Não se jusfica o desconto de de. 3.5 além do q o governo anterior aproveito-se do dinheiro da ADSE para tapar o déficit e esse dinheiro ainda não foi reposto
  • Rui Conde
    15 set, 2017 Odivelas 14:41
    Em síntese, a ADSE vai significar mais encargos para os beneficiários! Nada de novo, obviamente. De recordar que foi com o Minustro das Finanças, Teixeira dos Santos (primeiro governo de Sócrates), que os beneficiários da ADSE passaram a pagar também quotas sobre os Subsídios de Férias e de Natal... É bom não esquecer estes pormenores, relacionados com as quotas que são pagas à ADSE...
  • mendes
    15 set, 2017 braga 12:31
    nao entendo porque motivo e que a esquerdalha que tanto defende o sns admite que haja portugueses de 1e de 2 a lei devia ser igual para todos
  • sergio
    15 set, 2017 lisboa 12:19
    É a primeira machadada para acabar co ADSE,Pedir autorização pra realizar exames é uma atitude controladora totalitária q fragiliza o tratamento doente em devido tempo e perante uma emergência como é?Morre-se primeiro e a autorização vem pós morte?
  • Eborense
    15 set, 2017 Évora 11:34
    Ainda bem que a austeridade já acabou, senão o que seria. E viva a geringonça, que conseguiu passar a ADSE de vários milhões de euros de lucro a vários milhões de prejuízo. Esta xuxalhada, onde tocam.....não preciso de dizer mais.