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Casas vazias, EMEL e uma "guerra" aos automóveis. O debate sobre Lisboa em 24 frases

11 set, 2017 - 14:27

Os seis principais candidatos à autarquia de Lisboa debateram na Renascença que projectos têm para a cidade.
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Veja também:


1. “O sistema de transportes públicos na cidade funciona muito mal […] e os preços aumentaram muito. [..] Não responde àquilo que são as necessidades das populações.” Fernando Medina (PS)

2. “A câmara não tinha uma palavra central sobre a Carris, mas agora tem.” Fernando Medina

3. “[Fernando Medina] decretou uma guerra aos automóveis, resolveu começar a tirar vias de circulação [...] sem ter uma verdadeira alternativa às pessoas". Assunção Cristas (CDS-PP)

4. “Há pessoas que saem da cidade hoje porque andam à volta das suas casas, à noite, para estacionar e não conseguem encontra um lugar.” Assunção Cristas

5. “Daqui a quatro anos, num debate desta natureza, sendo eu presidente da Câmara podem pedir-me responsabilidades sobre quatro anos de execução na Carris. Não podem até agora.” Fernando Medina.

6. “Viver em Lisboa hoje é insuportável.” Teresa Leal Coelho (PSD)

7. “A Carris municipalizada significa que é preciso fazer um investimento. Todos nós sabemos que a Câmara não tem condições financeiras para isso”. Teresa Leal Coelho

8. “Medina tem uma política de espoliar os cidadãos de Lisboa através da EMEL para garantir o mínimo de condições financeiras para a Carris”. Teresa Leal Coelho

9. “Em qualquer capital desenvolvida hoje na Europa o Estado central assegura directamente, em média, 50% dos custos de transporte. […] É impensável termos um sistema público de transportes que não seja devidamente financiado pelo Estado”. João Ferreira (CDU)

10. “Lisboa pode ter um excelente sistema de transportes dentro dos seus limitas administrativos; se não se articular com a área metropolitana teremos uma situação de desastre parecida com aquela que temos.” João Ferreira

11. “Chegar ao trabalho, chegar à universidade, deixar as crianças na escola é uma tarefa muito difícil e inferniza a vida de muitos lisboetas”. Ricardo Robles (BE)

Bloco abre porta a maioria de esquerda em Lisboa
Bloco abre porta a maioria de esquerda em Lisboa

12. “O PS em Lisboa durante dez anos não fez nada, encolheu os ombros”. Ricardo Robles

13. “É necessário ouvir a cidade [sobre a expansão do metro]. Tomar estas decisão sem se ouvir os lisboetas é o pior caminho possível.” Ricardo Robles

14. “Olhamos para os programas do PS e vemos propostas que apresenta há dez anos. Eu vi no programa do PS o reforço dos eléctricos 15 e 24. Estes eléctricos foram prometidos há dez anos.” Ricardo Robles

15. “A qualidade de vida dos lisboetas está neste momento a ser penhorada.” Inês Sousa Real (PAN)

16. “Sendo eu eleita presidente da Câmara de Lisboa, pára imediatamente o projecto [de obras] da Segunda Circular”. Assunção Cristas

17. “Só se resolvem os problemas de mobilidade a cidade de Lisboa se tiver rasgo, ambição e vontade de ter uma visão metropolitana, coisa que pelos vistos Fernando Medina e o partido não têm.” Assunção Cristas

18. “A Câmara Municipal de Lisboa teve durante anos representação no Conselho de Administração quer na Metro, quer no Carris.” João Ferreira

19. “Tem que se incentivar a deixar os carros nos parques dissuasores e só se incentiva se os parques forem gratuitos para quem tem passe.” Ricardo Robles

20. “A grande prioridade que teremos no próximo mandato são casas de habitação para as classes média. Reabilitarmos ou construirmos cerca de seis mil casas com rendas médias entre os 200 e os 400 euros por mês.” Fernando Medina

21. “A Câmara Municipal de Lisboa tem duas mil casas vazias.” Teresa Leal Coelho

22. “Defendemos que os terrenos da antiga Feira Popular sejam não alocados a serviços como Fernando Medina defende, mas a habitação para as pessoas.” Assunção Cristas

23. “É necessário rever os critérios da atribuição dos fogos [habitação social].” Inês Sousa Real

24. “A taxa de turismo deve e pode ser investida para requalificar a cidade.” Inês Sousa Real

Comentários
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  • 21 set, 2017 09:14
    E o actual presidente de câmara que " herdou" o cargo atrofiou a cidade por todos os lados deixando Lisboa sem AVENIDAS que hoje são ruas estreitas sem escuamento possível de trânsito.... Uma vergonha..... E para não falar dos transportes públicos..... E do metro que nso vai aonde devia ir há já muito tempo.... E dos acordos que fez com amigos construtoras e arquitetos hem????? O caso do largo de São Pedro dexalcantara???? Gravíssimo !!!!! O que ele diz que fez de " muito bom é importante" então vá para as ruas e pergunte as pessoas e ouça o que sentem ..... Se elas falarem Português certo????
  • antonio
    11 set, 2017 Lisboa 18:57
    Um debate a sério seria com os restantes partidos. Vejam as propostas do PNR e o debate da CMTV.
  • Marco Visan
    11 set, 2017 Lisboa 18:41
    Assunção Cristas devia de ter vergonha na cara. No anterior governo, foi a promotora do maior aumento de rendas que já se viu neste país. Por causa do aumento de rendas, pequenos comerciantes tiveram de fechar as suas lojas e idosos tiveram de ser despejados de suas casas. Hoje, apareceu neste debate a dizer coisas estúpidas como «“Há pessoas que saem da cidade hoje porque andam à volta das suas casas, à noite, para estacionar e não conseguem encontra um lugar». Creio que hoje existem pessoas que não conseguem arranjar um espaço condigno e acessível para viver, só porque a senhora Cristas promoveu o maior aumento de rendas na cidade, numa altura em que os portugueses já enfrentavam dificuldades e uma austeridade como nunca antes vivida. A hipocrisia e o cinismo convivem bem com Cristas.
  • David
    11 set, 2017 Lisboa 18:18
    Eu voto no candidato que prometer acabar com a EMEL de vez. Mas que seja para cumprir.
  • MAMM
    11 set, 2017 Lisboa 17:27
    Concordo com a afirmacao de que a EMEL espolia os cidadãos Lisbia e pior, usa o código da estrada para multar mas não o respeita, já que explora lusares de estacionamento que estão em contravencão com o código, nomeadamente em paragens de autocarro.
  • Roque Almeida
    11 set, 2017 Lisboa 17:19
    Infelizmente a Rádio Renascença também não sabe o significado de DEMOCRACIA. Dos 12 candidatos à CML só convida 6, ou será propositado? Que existe boicote a certas forças políticas já se sabe, mas poderia ser um pouco mais discreta, ainda por cima tratando-se de uma estação pública, paga pelos contribuintes. As mentiras dos mesmos do costume, já todos conhecemos. Seria bom ouvir as alternativas.
  • José Seco
    11 set, 2017 Lisboa 17:15
    Um país sem rei nem ró. Governado conforme os interesses instalados a cada mandato. Sobre a EMEL parece-me que não há um propósito de contribuir para a melhoria do trânsito mas sim para os cofres do Estado!
  • António a.s.Barroso
    11 set, 2017 LISBOA 17:07
    Gostaria de saber porque razão todos os candidados á Câmara Municipal de Lisboa fogem de falar do polémico projecto da construção da nova mesquita de Lisboa a construir entre a Rua da Palma e a Rua do Benformoso,será porque todos os partidos que tem representação na Assembleia Municipal terem aprovado ás cegas por 3 vezes ou são os senhores jornalistas que não querem falar do assunto,penso ser um assunto polémico e como tal merece ser discutido,para esclarecimento da população de Lisboa.
  • Carlos Reis
    11 set, 2017 Coimbra 16:44
    Para quê debates, o Medina ganha por 10-0