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Catalunha. Juiz revogou ordem de expulsão do cérebro dos ataques em 2015

23 ago, 2017 - 12:03

Espanha foi alvo de dois ataques terroristas, em Barcelona e em Cambrils, que fizeram 15 mortos e 135 feridos, com a utilização de viaturas que atropelaram pessoas indiscriminadamente.

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Abdelbaki Es Satty, o imã de Ripoll apontado como o cérebro da célula responsável pelos atentados na Catalunha, teve ordem de expulsão de Espanha, mas esta não foi concretizada. O juiz revogou o pedido com o argumento de que não era uma "ameaça real".

O jornal espanhol “El Mundo” escreve que em Março de 2015 o magistrado Pablo de la Rubia, do julgado contencioso-administrativo de Castellón, revogou o pedido por entender que o crime pelo qual ele deveria ser expulso (tráfico de droga) era "um facto criminal único”.

Argumentou também que Satty teria demonstrado "esforços para se integrar na sociedade espanhola", avança o jornal que teve acesso à sentença.

A ordem de expulsão coincidiu com a condenação a quatro anos de prisão por tráfico de droga e deveria ter sido executada quando o imã saiu da prisão, a 29 de Abril de 2014.

O advogado de defesa recorreu do pedido de expulsão, alegando direitos de protecção internacional para o réu e, embora a Subdelegação do Governo em Castellón tenha rejeitado o recurso, o juiz Pablo de la Rubia aceitou.

Com a decisão do juiz, Satty podia circular livremente por todo o país, assim como pelos restantes Estados-membros da União Europeia. A sentença deixa claro que para Pablo de la Rubia o marroquino, residente em Espanha desde 2002, não era considerado um perigo e estava completamente integrado.

Na semana passada, Espanha foi alvo de dois ataques terroristas, em Barcelona e em Cambrils, na Catalunha, que fizeram 15 mortos e 135 feridos. A lista de vítimas mortais do ataque em Barcelona incluiu duas portuguesas, uma de 74 anos, residente em Lisboa, e a sua neta, de 20.

Em Barcelona, o ataque ocorreu na quinta-feira à tarde, dia 17, nas Ramblas, uma avenida muito frequentada por turistas.

Na madrugada de sexta-feira, dia 18, cinco homens num automóvel atropelaram um grupo de pessoas em Cambrils, uma estância balnear a cerca de 100 quilómetros de Barcelona, fazendo um morto e cinco feridos.

Os dois ataques foram reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Comentários
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  • ALETO
    23 ago, 2017 Lisboa 21:42
    As minhas desculpas, mas não entendo muito bem o que estavam a fazer pessoas num velório de duas portuguesas a sorrir, como se o momento não fosse fúnebre. Tudo ou quase tudo o que se pretendia saber acerca da família das vítimas foi escondido e tratado como se não existisse. O próprio velório e funeral foi considerado restrito e reservado. Nada igual ao funeral do piloto do helicóptero, a quem os jornais e as televisões deram cobertura. No caso das duas portuguesas, ao que parece, é tudo estranho. Como se não existissem. Eu pergunto se existe alguma investigação à volta disto ou alguém que possa saber alguma coisa da parte da família ou dos amigos (com excepção daqueles que estavam no velório e que mais pareciam actores de telenovela).
  • Pitagórico
    23 ago, 2017 Lisboa 17:42
    Na faculdade de Direito tive um professor que dizia que em Portugal havia três classes de inimputáveis: os animais, porque irracionais, as criancinhas, porque ainda imaturas, e os juízes, ninguém sabe porquê. Certo é que os juízes em Portugal (e pelos vistos também em Espanha) podem fazer toda a porcaria, sem consequências. E levam a sua arrogância para o Tribunal, permitindo-se a ofender testemunhas e advogados com frequência. Curiosamente numa conferência pública o tal professor era orador, entre vários juízes. E chamou-os de inimputáveis. Eles ficaram com ar muito amuadinho...mas calaram a boca (não sei se porque o Professor é conceituado, ou se eles têm consciência de que são uma das classes mais incompetentes em Portugal).
  • João Barros
    23 ago, 2017 Angra do Heroismo 17:07
    Estive a dar uma espreitadela nos comentários e...porra...tanta gente sem saber escrever neste País. E...engraçado...têm todos opinião formada sobre tudo :)
  • antonio Carneiro
    23 ago, 2017 lagos 17:02
    Juiz ao serviço dos Policores.Mais um exemplo de como o estado de direito já era ou os cidadãos começam a fazer justiça pelas suas mãos ou não vamos a lado nenhum.Até ao proximo num local perto de si.
  • Sempre atento
    23 ago, 2017 Beira interior 16:58
    Prendam o juiz.
  • CARLOS MACHADO LEVIM
    23 ago, 2017 Viseu 16:51
    E, efetivamente não foi uma ameaça real mas sim a concretização de de uma decisão tomada por um criminoso nato. O mal de isto tudo está na própria instigação psicológica para este tipo de comportamento criminoso, promovido pelos mass média, ao darem a necessária relevância aos factos. O terrorismo só se conseguirá eliminar de vez eliminando, por um lado de forma radical qualquer tratamento informativo dos factos e, por outro, dando tratamento adequado aos terroristas ou seja eliminando-os de forma sumária e secreta
  • Fernando Magalhães
    23 ago, 2017 Massamá 16:41
    Palavras para quê? São juízes e basta... Em Portugal, por vezes também libertam os incendiários...
  • Quitéria Barbuda
    23 ago, 2017 Paço de Arcos 16:38
    O juiz Pablo de la Rubia é também o responsável pelos 15 mortos e 135 feridos, e como tal deverá ser acusado por facilitação ao terrorismo!
  • José Antonio
    23 ago, 2017 Arruda dos vinhos 16:25
    Esta impunidade é inaceitável e incompreensível
  • João Barros
    23 ago, 2017 Angra do Heroismo 15:58
    A malta lê os comentários. E....é cá uma pobreza de espírito! Ninguém tem uma ideia formada em relação a nada. Cérebros completamente formatados pelo populismo. Enfim....meu rico cão!