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Mário Centeno. “Crescimentos entre 2% e 2,5% são possíveis e desejáveis”

14 ago, 2017 - 12:58

A economia portuguesa voltou a crescer 2,8% no segundo trimestre de 2017 face ao mesmo período do ano passado.
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O ministro das Finanças, Mário Centeno, afirma que Portugal deve apontar para crescimentos entre 2% e 2,5% nos próximos anos e assim acabar com os crescimentos anémicos das últimas décadas.

“Crescimentos entre 2% e 2,5% são possíveis e desejáveis”, disse Centeno na conferência de imprensa, esta segunda-feira, em que analisava as contas do país no primeiro semestre deste ano.

Mário Centeno disse que o crescimento em Portugal será duradouro e é sustentável. Enalteceu o trabalho orçamental de Portugal na comparação com outros países da União Europeia. “Não há outro caso em que o défice tenha diminuído e o crescimento aumentado como em Portugal”, afirmou o governante. "A nossa economia cresce pelo 15.º trimestre consecutivo", acrscentou.

A economia portuguesa voltou a crescer 2,8% no segundo trimestre de 2017 face ao mesmo período do ano passado e, comparando com o trimestre anterior, cresceu 0,2%.

O crescimento em cadeia teve uma redução em relação ao trimestre anterior. Uma das razões mais fortes foi a redução das exportações no segundo trimestre. O ministro das Finanças contextualizou a quebra. “As exportações cresceram acima de 10% no primeiro trimestre e no segundo houve uma desaceleração, mas isso advém de um crescimento muito grande nos primeiros três meses do ano", disse.

Questionado se estes números possibilitariam a um maior desafogo na preparação do Orçamento do Estado de 2018, Centeno deu a entender que isso não se verificará.

“Estamos a preparar o cenário macroeconómico para 2018, as projecções têm sido feito de forma muito prudente. O próximo ano vai ser preparado no mesmo contexto. Há medidas que são muito relevantes e que estão previstas desde o início, como devolução de rendimentos aos trabalhadores com rendimentos mais baixos”, avançou Centeno, acrescentando que, no caso das pensões, vai ser cumprida a lei de bases que prevê um aumento indexado à inflação e crescimento.

Em relação ao desemprego, Centeno disse que Portugal tem mais 160 mil empregos e menos 90 mil desempregados, e que a taxa de desemprego está agora nos 9%.

O Governo estima que o peso da dívida se reduza para 127% do PIB no final do ano.


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  • joao123
    15 ago, 2017 lisboa 15:29
    O crescimento deve-se ao aumento das pensões acima dos 5.000€ mensais que este governo fez . Toda as pessoas sabem que são os ricos que gastam e fazem andar a economia segundo a óptica do PS...
  • Cidadao...
    15 ago, 2017 Viseu 01:26
    Tem cada vez mais pessoas a receber o salario minimo, la isso tem. E o fosso social esta cada vez a aumentar mais, mas o que interessa sao os numeros para fazerem cabeçalho de noticia.
  • Alberto
    14 ago, 2017 FUNCHAL 16:04
    Quando acabarem os Portugueses a quem o Governo "rouba" 60% do que ganham, cobra ainda sobretaxa de IRS, 2 IMI e só paga metade das horas extras...a quem irá roubar?
  • XUXAS MANIPULADORES
    14 ago, 2017 Lx 14:39
    É poucochinho kamarada..Em Espanha navega-se já quase a bater os 4 por cento do PIB...Contentam-se com pouco os xuxas manipuladores...A dívida aumentou, os pagamentos atrasam-se...Conheço fornecedores na área da saúde que não recebem há oito meses....