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Monsenhor Luciano Guerra

"O cristão continua a esquecer-se de Deus e Fátima é um aviso"

11 ago, 2017 - 15:05 • Aura Miguel

Em entrevista à Renascença, o antigo reitor do Santuário de Fátima fala do fenómeno da imagem peregrina - no país e no estrangeiro - e do modo como se espalhou pelo mundo a mensagem de Fátima.
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Ouça a entrevista de monsenhor Luciano Guerra
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O antigo reitor do Santuário de Fátima, monsenhor Luciano Guerra, recorda, em entrevista à Renascença, o fenómeno da imagem peregrina - no país e no estrangeiro - e também o célebre fenómeno das pombas no andor da Virgem de Fátima. Fala do mistério das multidões de Fátima e da actualidade da mensagem espalhada pelo mundo.

Capelão de Fátima a partir de 1959, ainda jovem padre, Luciano Guerra tornou-se reitor do santuário em 1973, permanecendo em funções até 2008. Conhece, pois, como ninguém a Cova da Iria e é detentor de um manancial de histórias e acontecimentos que ajudam a compreender o fenómeno de Fátima.

Luciano Guerra começa por recordar uma peregrinação em que participou, a pé, em 1942, durante a qual "houve a célebre manifestação das pombas, no Bombarral".

"Acho que foram cinco pombas. Foram lançadas no Bombarral e continuaram com a imagem e vieram para o santuário. Claro que a gente se interrogou. Adestradas nao estavam, concerteza", recorda.

Desse tempo, o antigo reitor do santuário recorda também a primeira peregrinaçaõ da imagem ao estrangeiro, em 1947: "Foi a Maastricht. Houve um congresso da juventude católica e alguém se lembrou que Nossa Senhora fosse lá. Atravesssou varios países, mas não foi de carro, assim sem mais. Fizeram-se procissões."

Dessa viagem, monsenhor Guerra destaca que "aquilo foi logo depois da guerra, em 47, ainda a fronteira franco-espanhola estava muito fechada", mas a viagem proporcionou um encontro que teve, à época, forte significado: "Os bispos - os de lá - foram receber a imagem, junto dos bispos da Espanha, que a entregaram."

Desse tempo "maravilhoso", em que a mensagem de Fátima se espalhou largamente, Luciano Guerra recorda que "as pessoas acorriam em força" para ver a imagem". algo que encarou como "um sinal".

"Na chegada de uma imagem que não era conhecida e de uma mensagem simplesmente desconhecida eram atraídas multidões, grandes multidoes em toda a parte. Acaba por ser uma espécie de milagre, a meu ver", declara.

"O homem e o cristão, antes de mais, o cristão continua a esquecer-se de Deus e Fátima é um aviso. E é uma visita materna e um auxilio grande."

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