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Empresários acreditam num “crescimento bastante razoável das trocas comerciais” com o México

20 jul, 2017 - 02:55 • Henrique Cunha

Em entrevista à Renascença, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Mexicana diz que a visita relâmpago do Presidente da República ao México deixa a “convicção de que é possível melhorar as relações comerciais com Portugal”.
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“É possível um crescimento bastante razoável das trocas comerciais” entre Portugal e México, no curto prazo, acredita o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Mexicana (CCILM).

Em entrevista à Renascença, Miguel Gomes Costa diz que a visita relâmpago do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao México deixa a “convicção de que é possível melhorar as relações comerciais com Portugal”.

O presidente da CCILM admite que Portugal possa beneficiar da actual conjuntura política difícil entre o México e os Estados Unidos.

“Todos nós saímos desta visita com a sensação de que há interesse comum bastante grande, nesta altura, por razões estratégicas conhecidas - com a relação difícil que neste momento poderá haver entre os mexicanos e os Estados Unidos – do interesse deles (mexicanos) em diversificarem os mercados de destino, tanto de exportações como das próprias importações. Julgo que, pelo menos, um crescimento bastante razoável das trocas comerciais tem perspectivas a curto prazo”, afirma Miguel Gomes Costa.

Minutos depois de aterrar no aeroporto Humberto Delgado, o presidente da Câmara de Comércio Luso-Mexicana deixou também a preocupação com a pouco investimento mexicano em Portugal.

“Há duas ou três empresas de média dimensão, detidas por capitais mexicanos, mas há um potencial muito grande para eles virem investir em Portugal. Esse défice de investimento deve-se, fundamental, à peculiaridade da economia mexicana, que é uma economia muito dependente da economia dos Estados Unidos. 80% das exportações mexicanas são para os Estados Unidos. E por outro lado, por razões históricas, há a relação com Espanha”, explica Miguel Gomes Costa.

Comentários
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  • AP
    20 jul, 2017 Portugal 09:28
    O que uns não querem... outros aproveitam.