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​Autárquicas

Teresa Leal Coelho está em Lisboa de "corpo inteiro", não para "prova de vida"

19 jul, 2017 - 21:57

Apresentação da candidata do PSD à Câmara de Lisboa decorreu na Fundação Champalimaud. Passos Coelho considera que "A candidatura de Teresa Leal Coelho "é realmente uma frescura grande".
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O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, justificou esta quarta-feira o convite a Teresa Leal Coelho para concorrer à autarquia de Lisboa por saber que estaria "de corpo inteiro" neste desafio, e não para fazer "prova de vida".

"A Teresa não está aqui a fazer outras provas, prova de vida, não está aqui para somar, averbar nada mais que não seja a oportunidade de governar Lisboa", defendeu Passos Coelho, na apresentação da candidata do PSD à Câmara Municipal de Lisboa, que decorreu na Fundação Champalimaud.

O líder do PSD enumerou características da candidata, como "o grande cosmopolitismo", "grande abertura a ideias novas" ou "a forma rápida e impetuosa como reage às coisas", para destacar o seu lado genuíno, por contraponto a "um fingimento e cinismo" que considera caracterizarem o actual momento político.

"A candidatura de Teresa Leal Coelho é realmente uma frescura grande, uma lufada de ar fresco que acho que o país precisa e Lisboa merece", defendeu.

Passos criticou ainda a actual liderança socialista da autarquia da capital, considerando que não tem tido força política para resolver problemas que têm de ter uma intervenção do Governo, também do PS, apontando como exemplo a necessidade de reforço das infra-estruturas e recursos humanos para receber os turistas crescentes.

O líder do PSD defendeu que não é possível "ter uma vez e meia a procura" de há dez anos de turistas e "ter o mesmo dispositivo para receber as pessoas", referindo-se em concreto ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Teresa Leal Coelho aponta à vitória

A cabeça de lista do PSD à presidência da Câmara de Lisboa admitiu que o antigo presidente da autarquia Santana Lopes foi a primeira opção do partido para a capital, mas garantiu que terá uma candidatura vencedora.

De acordo com a candidata, "seria uma grande honra" que Santana Lopes "concorresse e ganhasse". "Como eu vou concorrer e ganhar", salientou.

Aquando da referência a Santana Lopes, a social-democrata equivocou-se e falou, inicialmente, no nome do líder do PSD, Pedro Passos Coelho. "Eu confundo os ex-primeiro-ministros do PSD, ainda por cima são todos Pedros", comentou, admitindo estar "muito nervosa" com a presença "dos Pedros".

Dirigindo-se a Passos Coelho, agradeceu a confiança depositada para esta "tarefa difícil", não só durante a campanha eleitoral, mas também por ter tido "um antecessor de peso", Pedro Santana Lopes.

"Foi um presidente de Câmara com uma visão estratégica para Lisboa, humanista e progressista. Deixou obra em Lisboa e disso nós muito nos orgulhamos", sublinhou.

Teresa Leal Coelho disse ser "com muito orgulho, com muita ambição e com muita vontade" que encabeça esta candidatura, que visa alterar, "de todas as formas legítimas e lícitas", as prioridades assumidas pela actual maioria socialista no executivo.

"Espero poder chegar com a minha voz (...) aos cidadãos de Lisboa para que possam ouvir as nossas propostas", adiantou.

Na apresentação da candidatura marcaram presença o anterior e o actual líderes parlamentares do PSD, Luís Montenegro e Hugo Soares, as vice-presidentes do partido Maria Luís Albuquerque e Teresa Morais, o líder da distrital de Lisboa e deputado Pedro Pinto, bem como vários deputados (Margarida Mano, Joana Barata Lopes, Sérgio Azevedo), o candidato do partido a Oeiras, Ângelo Pereira, ou o ex-secretário de Estado Luís Paes Antunes.

Comentários
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  • Julio Tavares
    04 out, 2017 Gondomar 10:12
    Passos Coelho como habitualmente não foi politicamente sério na apresentação da candidata Teresa Leal Coelho ao afirmar que a mesma representava um "ar de frescura" para Lisboa. Passos quando dizia o que dizia sabia que a candidata que ele escolheu representava a 4ª. ou 5ª. escolha, tantos foram os convites que fez e que todos recusaram, logo ao falar de frescura da candidata, tal não passava de hipocrisia e cinismo de um politico falhado e sem apoios credíveis dentro do PSD. A derrota do PSD neste ato eleitoral foi a rejeição do povo e dos PSD ao seu leader, leader que por andar a dormir não via o que todos viam - o leader não estava à altura do PSD. Foi preciso deixar afundar o PSD para este Passos acordar e ver que praticamente estava sozinho naquele lugar, os poucos que estavam à sua volta são os chamados "CHULOS", que vivem de esquemas nada abonatórios, e, que agora com nova direção vão mudar de agulha.
  • couto machado
    22 jul, 2017 porto 19:16
    Trata-se de uma cidadã de parte inteira. Esta malta para copiar as frases históricas, são bestiais (de besta).Coitado do ppd/psd. Assim não vão a parte nenhuma.
  • Ó julio
    21 jul, 2017 Lis 16:46
    E os da direita não fazem outra coisa senão aldrabarem e intrigarem!
  • JULIO
    20 jul, 2017 vila veade 18:53
    Temos um problema os aldrabões da esquerda são donos da verdade mas tem meda dela
  • 20 jul, 2017 aldeia 15:43
    Se um coelho incomoda muita gente......dois coelhos incomodam muito mais......
  • O esplendor
    20 jul, 2017 Lis 09:24
    Da Hipocrisia! Esta gente e quem os promove não têm ou não querem ter a noção do ridiculo!
  • É notório
    20 jul, 2017 Lis 09:22
    A propaganda descarada da RR a esta candidata! Estão no seu direito mas depois não venham dizer-nos que são isentos a informar!