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Falar Claro

Morais Sarmento. “É inevitável um tempo novo no PSD depois das autárquicas”

18 jul, 2017 - 22:25

Visto como um possível protagonista de uma mudança no PSD, Morais Sarmento admite mexidas no PSD e também no CDS na sequência das autárquicas. O antigo ministro não espera um bom resultado do seu partido nas eleições locais, "incluindo em Lisboa".
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Morais Sarmento: " É inevitável um tempo novo no PSD depois das autárquicas".
Morais Sarmento: " É inevitável um tempo novo no PSD depois das autárquicas".

O social-democrata Nuno Morais Sarmento antecipa mudanças no PSD depois das eleições autárquicas no dia 1 de Outubro. No habitual debate político "Falar Claro", o antigo ministro, que acaba de ser eleito para a Assembleia Distrital do PSD em Lisboa, diz esperar maus resultados do partido nas próximas eleições locais.

"Os resultados das autárquicas ditarão inevitavelmente a aceleração dos processos de mudança quer no PSD quer no CDS. Só os resultados permitirão saber em que medida", afirma Nuno Morais Sarmento na Renascença. Para o advogado, um "tempo novo" no PSD após as autárquicas "é inevitável". Questionado sobre as expectativas em relação aos resultados em Outubro, Morais Sarmento é taxativo: "não me parece que, infelizmente, venha a acontecer um bom resultado para o PSD. Incluindo em Lisboa, digo-o sem problemas".

Morais Sarmento considera que a mudança vai também chegar ao CDS. "Podemos ter surpresas", diz o social-democrata sobre a liderança no CDS depois das autárquicas num novo ciclo político que, sustenta Sarmento, vai trazer outras alterações no xadrez político.

“Nas eleições autárquicas, o PS recuperará uma margem de decisão politica sobre os seus parceiros de coligação, PCP e Bloco de Esquerda. O resultado das eleições autárquicas reforçará a posição do PS no seio da coligação governamental", prevê o antigo ministro dos governos de Durão Barroso e Santana Lopes. Quanto ao Presidente da República, "a sua posição vai alterar-se como regulador-árbitro da realidade política", remata Morais Sarmento.

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  • Carlos Boavida
    26 set, 2017 Porto 22:36
    O Morais escolheu um dos piores momentos para conspirar contra o partido PPD/PSD.Será que está influenciado por algum tipo de medicamento cuja sua composição dê alucinações.Se não é por isto é traição pura ao partido e não ao seu Presidente.Isto é um tipo de conspiração que não é admissível seja em que partido for.Se isto não for reprimido dentro do próprio PPD/PSD de imediato, temo o principio do fim de um PPD/PSD como o maior partido da nossa democracia.O mais genuino partido Português, onde é em Portugal que acenta as suas origens e a maior riqueza do mesmo.Os militantes escolham quem melhor entender,mas este"traidor"não pode nunca ser aceite no meio de um partido que sempre discutiu os seus problemas em congresso.Desde Sá Carneiro que sempre foi assim.Traições em plena praça pública não está na génese deste grande partido.
  • António Oliveira
    19 jul, 2017 Santa Margarida 20:53
    Bem possível o acerto das previsões
  • Eh Pá!
    19 jul, 2017 Lis 17:28
    Não corram com o Coelho que ele está a fazer um bom trabalho!...
  • 19 jul, 2017 aldeia 16:16
    Depois das autárquicas vão correr com o coelho?
  • Luis
    19 jul, 2017 Lisboa 04:21
    Com Sarmento ou com outro qualquer não há qualquer duvida que se impõe uma desinfestação total de toda a rataria Passista que tomou de assalto o Partido. Se quiserem recuperar credibilidade ao PSD para que este tenha alguma possibilidade nas próximas legislativas. Durante quatro anos foi uma governação desgraçada da qual serão precisos ainda alguns anos para se recuperar. Juntando a isto dois anos de oposição (decomposição) onde a mais baixa, reles e errática política tem sido feita com uma descarada tentativa de intoxicação da opinião publica e com o excessiva e descarada tentativa de cavalgar a onda de desgraças verificadas tornaram o PSD execrável aos olhos da opinião publica. Já há quem defenda a teoria que as desgraçadas recentes não tenham sido acidentais pelo que a PJ investiga.