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Organização acusa Governo de planear gasoduto no Douro sem consultar Unesco

17 jul, 2017 - 23:22

A ICOMOS – Portugal critica o plano do Governo, recordando que a barragem do Vale do Tua também avançou sem que a organização das Nações Unidas fosse consultada.
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O ramo português da organização International Council on Monuments and Sites (ICOMOS – Portugal), pondera a possibilidade de denunciar a construção de um gasoduto na zona protegida do Alto Douro Vinhateiro.

A dirigente da instituição lembra que, se a obra for para a frente, é a segunda vez que o Governo decide avançar com um projecto de grande impacto na região sem consultar a Unesco. A primeira foi com a barragem do Vale do Tua.

O Governo está a ponderar construir um gasoduto ao longo da região do Alto Douro Vinhateiro, atravessando os municípios de Celorico da Beira, Vilar de Frades e Bragança. O objectivo é facilitar o transporte de gás desde Espanha até Portugal.

Natália Fauvrelle, dirigente da ICOMOS – Portugal, acusa o Executivo de não informar nem consultar a Unesco sobre a construção da infra-estrutura em zonas que são consideradas Património Mundial da Humanidade da UNESCO.

Em entrevista à Renascença, a dirigente da instituição afirma que está a aguardar que o Governo reporte o caso e divulgue o resultado dos estudos e pareceres que encomendou. “Acho que neste momento a posição da ICOMOS é, sobretudo, estar atenta. E depois, em função de como for avançando, ir avaliando qual será o nosso nível de intervenção”, esclarece.

O ministro do Ambiente assegurou esta segunda-feira que o projecto está a ser "avaliado pela Agência Portuguesa do Ambiente" e vai ser "alvo da decisão de técnicos".

O “Público” noticiou, este Domingo, que “a obra prevê a construção de um canal para instalar tubos com 70 centímetros de diâmetro e a definição de corredores de servidão com 20 metros de largura, numa extensão próxima dos 160 quilómetros".


Comentários
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  • Rosa Portugal
    19 jul, 2017 Maia 02:20
    Entendo que a Unesco deve criminalizar aqueles que autorizem ou destruam o Douro Vinhateiro , paisagem que vem sendo construida à séculos .A possivel medida apenas comprova a incultura de quem pensa tal ! Não passarão ! A Áustria, por exemplo, não admite obras que impliquem impacto visual.Onde está a razão da beleza dos Açores? A Unesco deve criminalizá-los ou é só para o Estado Islâmico?