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Pedrógão. Familiares das vítimas criam associação para prestar apoio jurídico e social

17 jul, 2017 - 19:23

Associação dos Familiares das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande quer acompanhar os trabalhos de apuramento das responsabilidades.
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Amigos e familiares das vítimas mortais do incêndio de Pedrógão Grande anunciaram esta segunda-feira a constituição de uma associação para acompanhar o apuramento de responsabilidades e prestar apoio social, jurídico e técnico às vítimas.

Em comunicado, o movimento explica que a associação, cuja criação foi decidida no domingo, “pretende acompanhar os trabalhos de apuramento das responsabilidades naquela que foi considerada a maior tragédia nacional em matéria de fogos florestais, em termos de poder de destruição e de vítimas mortais".

O documento adianta que se pretende prestar apoio social, jurídico e técnico às vítimas, formar a população em medidas de autoprotecção contra incêndios florestais, entre outras medidas, bem como prestar uma homenagem aos mortos com a construção de um memorial.

A futura Associação dos Familiares das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande defende que a versão oficial dos acontecimentos "deve ter em linha de conta a versão das verdadeiras vítimas da tragédia, não permitindo assim que a versão institucional seja a única versão e dita como oficial".

"A partir do apuramento da verdade dos factos, da discussão e aprovação da nova estratégia para a floresta, da defesa de pessoas e bens e para a reconstrução da região afectada, a mudança de mentalidades e a assunção do compromisso firme por parte das autoridades é uma meta a que a Associação dos Familiares das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande se propõe alcançar", sublinha.

O encontro de domingo contou com a presença de José Manuel Mendes, coordenador do Observatório do Risco (OSIRIS), do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, e de Pedro Araújo, investigador do OSIRIS e autor da obra "Compaixão, Expiação e Indiferença do Estado – Notas sobre a tragédia de Entre-os-Rios".

Esteve ainda presente Domingos Xavier Viegas, coordenador do Centro de Estudos sobre os Incêndios Florestais da ADAI, responsável pela elaboração do Relatório Oficial sobre o comportamento do incêndio florestal que deflagrou no dia 17, no qual morreram 64 pessoas.

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  • Bela
    17 jul, 2017 Coimbra 23:04
    É bom que alguém defenda os interesses dos familiares das vitimas mortais, mas convém não esquecer também aqueles que, sobretudo os mais idosos, que não têm condições para se reerguerem sozinhos.Infelizmente muitos deles estão a ser esquecidos, e têm sido voluntários anónimos a fazer chegar até eles bens de primeira necessidade.