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Referendo na Venezuela diz "não" a Maduro. 98% contra a Assembleia Constituinte

17 jul, 2017 - 14:10

Em resultado da vitória obtida, os oponentes a Maduro saíram para a rua numa nova escalada de protestos, de forma a bloquear um novo congresso do Partido Socialista que lhe poderia reforçar a hegemonia.
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Venezuela. Sete milhões dizem "não" a Maduro

Um "não" massivo a Nicolas Maduro, num plebiscito organizado pela oposição. Na Venezuela, 98% de mais de sete milhões de eleitores rejeitaram o projecto de Assembleia Nacional Constituinte defendida pelo presidente venezuelano.

A consulta popular de domingo foi organizada pela oposição e Maduro não reconhece o resultado. O líder venezuelamo diz que a consulta popular foi ilegal e que só o Conselho Eleitoral poderia realizar um referendo.

Mas do lado da oposição nasce a esperança de que esta consulta possa conduzir a uma maior pressão internacional.

Em resultado da vitória obtida, os oponentes a Maduro foram para a rua e para uma nova escalada de protestos de forma a bloquear um novo congresso do Partido Socialista que lhe poderia reforçar a hegemonia.

Depois de vários meses de protestos dos quais resultaram já cem mortos, a oposição ma Venezuela organizou um referendo informal com o objectivo de deslegitimar Nicolas Maduro, que consideram ser um ditador.

Agora, a oposição fala de uma “hora zero” a partir da qual pretende criar movimento que só acabe na promoção de eleições gerais.

A táctica dos que estão contra o Presidente é a de bloquear estradas, sitiar edifícios, promover greves gerais, ou até marchar em direcção ao Palácio de Miraflores, tal como já haviam feito em 2002 quando Chávez estava no poder.

“A Venezuela está a levantar-se com dignidade e a dizer que a liberdade é algo de muito sério, bem como a democracia não é um valor que seja negociável”, diz Julio Borges, que lidera a oposição naquele país, depois de se conhecerem os resultados. “Não queremos uma Assembleia Constituinte que nos seja imposta, nem queremos ser Cuba. Não queremos viver num país sem liberdade”, justifica.

Comentários
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  • Miguel Botelho
    20 jul, 2017 Lisboa 15:12
    O deputado e presidente da bancada parlamentar da oposição (da MUD) tinha pedido a todos os venezuelanos uma greve geral para hoje e que todos ficassem em casa. Na verdade, todos os serviços estão a trabalhar normalmente e os trabalhadores (na sua maioria) a desempenhar os seus serviços. Escusado será perguntar onde se encontra a notícia da Renascença sobre este facto.
  • Pedro
    20 jul, 2017 Lisboa 09:29
    A Renascença presta um mau serviço de esclarecimento, em relação à Venezuela. Não informou sobre o simulacro da votação para a Constituinte de dia 30 de Julho. Não informa sobre a ingerência de Almagro (OEA) e Marc Rubio (EUA) que querem uma intervenção armada naquele país. Não dá cobertura às violência praticadas por jovens apoiados pela direita venezuelana. Tudo o que tem feito até agora é apenas fazer notícias que dêem a noção que Maduro não tem apoio do seu povo. No entanto, a Constituinte será votada e muita gente promete sair à rua para seguir em frente com o processo revolucionário.
  • Aldino
    19 jul, 2017 Lisboa 22:32
    Hilário López foi ontem queimado vivo por opositores ligados à direita venezuelana. Largaram fogo no seu corpo. Ao cair na escadaria do metro de Altamira, um dos opositores de direita (guarimbeiro) continuou a lhe bater com uma trave de madeira. Estas imagens existem, mas a Renascença recusa passar as mesmas, devido ao compromisso que tem em acusar continuamente o governo de Maduro. Os culpados da violência na Venezuela estão bem identificados e não pertencem ao governo de Maduro.
  • Ângela Veloso
    19 jul, 2017 Lisboa 13:29
    Numa localidade venezuelana, atribuíram mais 50 mil votos ao «sim» opositor, só porque não sabiam bem se o resultado era 340 mil ou 390 mil. Dentro destes 340 mil, estavam metidos os votos nulos, ou seja, votantes de Maduro que usaram os boletins para escrever algo como «Viva Chavez». É inacreditável a enorme farsa e fraude que foi este referendo. Ao mesmo tempo, os terroristas opositores matam pessoas adeptas do governo e queimam as suas propriedades. Nada disto é relatado na nossa imprensa e televisão.
  • ALETO
    19 jul, 2017 Lisboa 08:56
    Sr. Silva Santos, o senhor tem crianças a votar nesta farsa de referendo montada pela oposição venezuelana. Depois, onde foi buscar essa citação de Álvaro Cunhal? Será que o senhor sabe o que significa a palavra «difamação»? Não atribua frases a pessoas que o senhor nunca conheceu, nem tem nada a ver, a nível da ideologia.
  • Marco Visan
    18 jul, 2017 Lisboa 22:07
    Não, Sr. Silva Santos, está muito enganado. Nicolás Maduro não retirou poderes à Assembleia Nacional. A oposição venezuelana é que usou a Assembleia Nacional para outros fins. Veja as intervenções do corrupto Henry Ramos Allup, um senhor comprometido com a oligarquia venezuelana, nos anos 90. Veja as acções violentas nas ruas, organizadas na mesma Assembleia por deputados da oposição e pelo seu presidente, Julio Borges. Por último, não cite e não chame de «camarada» a Álvaro Cunhal num caso como este. É de muito baixo nível e de verdadeira ignorância.
  • Silva Santos
    18 jul, 2017 Gouveia 12:26
    Caro Marco Visan e afins... Não sei se o referendo feito pela oposição foi farsa ou não. Mas se Maduro tem tanta certeza de que tem o povo com ele, porque é que quer alterar a constituição, de forma a beneficia-lo eternizando-o no poder? Presumo que o Marco já se esqueceu de que nas últimas eleições para o parlamento da Venezuela, a oposição ganhou com maioria absoluta, e que o ditador Maduro ignorou a vontade popular, retirando todos os poderes a este poder. Na minha terra isso chama-se "GOLPE DE ESTADO" na sua terra isso deve ter outro nome. Tenho presente as palavras do falecido camarada Álvaro Cunhal: " O poder conquista-se na rua e não na mesa dos votos". VIVA A DEMOCRACIA
  • Marco Visan
    18 jul, 2017 Lisboa 09:07
    O referendo da oposição foi uma enorme farsa eleitoral. Os votos nulos são votos nulos e nunca podem ser votos a favor de uma causa. A oposição na Venezuela, depois do desastre das «guarimbas» e do uso que fez de crianças na violência contra o governo de Maduro, nunca atingiria este resultado expressivo. Daí, a imensa fraude, apenas possível na cabeça de tontos e também para promover, uma vez mais, um golpe de estado, com patrocínio espanhol. Por isso, os comentário que leio aqui de pessoas, como o Carlos, Maria, Jorge, são de autênticos ignorantes que confundem alhos com bugalhos.
  • Alexandre
    17 jul, 2017 Lisboa 21:50
    o número real de pessoas que votaram foi de 2 milhões 395 mil 390 pessoas. Isto explica que a oposição triplicou os votos de pessoas, de acordo com o trio de perguntas, mais a soma de 930.000 nulos, a fim de obter um universo total de 7 milhões 186 mil 170 pessoas. Outro facto questionado foi o número de eleitores no exterior, cujo registo de votação é de 101 mil pessoas. De acordo com a oposição, existem 693 mil votos de venezuelanos que vivem no exterior. Ou seja, uma enorme fraude que servirá para nova tentativa de golpe de estado.
  • Miguel Botelho
    17 jul, 2017 Lisboa 18:54
    O referendo da oposição acabou por ser uma enorme farsa. Cada votante podia votar as vezes que quisesse, nas várias zonas abertas ao voto, pois não havia listas de escrutínio. Portanto, alguns eleitores votaram várias vezes neste referendo. Depois, a «MUD» multiplicou o voto por três, dado que eram três questões por responder. No final, acrescentou os votos nulos ao resultado, como votos a favor do referendo. De cerca de dois milhões e trezentos mil votos entrados nas urnas (muitos desses votos dos mesmos eleitores), o resultado final foi de sete milhões e cem mil. Será esta oposição que os senhores querem a governar a Venezuela. Por fim, a imprensa espanhola e a TVE internacional mentem em relação àquilo que descrevem como eleitores atacados por paramilitares chavistas. No local que filmaram junto a uma igreja, o povo que vota em Maduro, tentou retirar um grupo da oposição que fez mau uso de uma Igreja para o seu referendo. Também se veio a descobrir, mais uma vez, que a oposição pagou a jovens para dissimular a enorme farsa que foi este referendo.