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Pedrógão Grande. 500 casas ardidas, um mês depois há cinco a serem reconstruídas

17 jul, 2017 - 11:01

Presidente da Câmara garante que o pagamento das obras não será demorado.“O dinheiro está na conta bancária, é só passar o cheque”.
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Um mês depois da tragédia de Pedrógão Grande apenas cinco das 500 casas que arderam estão em reconstrução. O número é avançado à Renascença pelo presidente da Câmara.

“Para aquilo que se tem que fazer ainda foi pouco, mas o tempo também não dá para mais, temos que ter essa noção. Os donos da obra, os proprietários, já estão a reconstruir cinco casas e creio que começou hoje mais uma obra, na localidade de Figueira”, reconhece Valdemar Alves.

Apesar de compreender as dificuldades, o autarca admite que seria positivo os trabalhos estarem mais avançados e apela aos empreiteiros para darem início tão depressa quanto possível aos trabalhos de limpeza, garantindo que o dinheiro para pagar os serviços não será problema.

“Para as grandes obras, acima dos cinco mil euros, os proprietários só têm que começar a pedir três orçamentos, mandar executar o mais barato e apresentar ao fundo a factura para ser pago ao dono da obra ou ao empreiteiro”, explica.

Questionado sobre se os tempos de pagamento serão demorados, Valdemar Alves diz que não. “O dinheiro está na conta bancária, é só passar o cheque”, remata.

Também a União das Misericórdias espera, ainda esta segunda-feira, fazer a adjudicação das primeiras obras de reabilitação de habitações danificadas pelas chamas. São trabalhos nos quais será aplicada parte dos donativos recolhidos pela instituição.

Em declarações à Renascença o presidente Manuel Lemos explica que os trabalhos vão ser coordenadas em conjunto com as autarquias e com o Fundo REVITA, criado pelo Governo.

Pedrógão, um mês depois. Sobreviver depois de perder quase tudo

O REVITA foi criado para gerir os donativos dos portugueses, em articulação com os municípios de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande. Toda a informação sobre o fundo de apoio à revitalização das áreas afectadas pelos incêndios do mês de Junho na região Centro do país está disponível no site.

Os incêndios de Junho que se iniciaram em Pedrógão Grande provocaram 64 mortos e mais de 200 feridos e consumiram mais de 53 mil hectares em três concelhos.

Os fogos da região Centro afectaram aproximadamente 500 habitações, quase 50 empresas e os empregos de 372 pessoas.

Os prejuízos directos dos incêndios ascendem a 193,3 milhões de euros, estimando-se em 303,5 milhões o investimento em medidas de prevenção e relançamento da economia.

Pedrógão Grande. Passado, incêndio e futuro
Comentários
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  • Mark paulo
    17 jul, 2017 Coimbra 23:01
    Conhecendo Pedrogão como conheço diria que o processo está a ser desorganizado e apressadamente querem mostrar obra não tivessem as eleições a porta....existe muito dinheiro espalhado que duvido que seja distribuído mas só o tempo me pode dar essa certeza.
  • XUXAS MANIPULADORES
    17 jul, 2017 Lx 13:56
    Tanta gente no terreno e nada feito.Apenas um por cento num mês...Simplesmente vergonhosa a propaganda da esquerda unida. O dinheiro está nos bancos dado pelos portugueses.Porque custa a sair? O socialismo vive da propaganda balofa, mentirosa, pantomineira para enganar os tolos
  • FIlipe
    17 jul, 2017 évora 13:27
    As pessoas doaram "porcos" mas só chegam aos necessitados "linguiças" , pois pelo caminho existem abutres corruptos uns ligados a partidos outros travestidos de mãos de vaca , que de alguma forma desviam para "sacos azuis" a oportunidade única de se alimentarem de forma parasita com a desgraça de muitos . Sempre foi e será assim em Portugal !
  • Mark paulo
    17 jul, 2017 Coimbra 13:20
    Conhecendo Pedrogão como conheço diria que o processo está a ser desorganizado e apressadamente querem mostrar obra não tivessem as eleições a porta....existe muito dinheiro espalhado que duvido que seja distribuído mas só o tempo me pode dar essa certeza.
  • JP
    17 jul, 2017 Olhão 12:42
    A manipulação das mentes. Diz o título da manipulação. "....... 500 casas ardidas um mês depois há 5 a serem reconstruídas. Pois é algumas vão ser construídas desde os alicerces outras vão ser reconstruídas ou seja primeiro tem que se fazer o levantamento das necessidades ou seja se o governo distribui-se os recursos ao desbarato o que não diriam os jornaleiros e o centrão. Depois meus caros. Sejamos honestos intelectualmente e digamos a verdade. Nem todo o auxílio dado pelos cidadãos foi entregue ao governo a maior parte está nas contas de instituições privadas que já deveriam ter dado conta do que receberam e onde o aplicaram. Ou há moral ou comem todos. Será que os euros vão para a mão das pessoas embrulhados em sacos de plástico fornecidos e com o logótipo de um banco.
  • e depois!
    17 jul, 2017 port 12:36
    Afirmam que não querem fazer política servindo-se da tragédia dos que sofreram! Titulo de noticia altamente inconveniente partindo de um media que se pretende que seja imparcial
  • sugestão
    17 jul, 2017 lis 12:31
    Talvez a RR pudesse tentar angariar pedreiros e outros trabalhadores da construção civil que não se encontram e fazem falta na zona!...Dariam uma grande contribuição!
  • desiderio
    17 jul, 2017 sagres 12:13
    Se quiserem acelerar, e de que maneira, a reconstrução ponham lá os jornalistas que só com a língua trabalham à brava!
  • António
    17 jul, 2017 Leiria 12:02
    Todos temos que lamentar o que aconteceu. De forma alguma queria estar no lugar destas famílias e empresas que viram uma vida destruída . Mas, também, lamento o aproveitamento que os políticos, de um lado ou de outro, e a comunicação social está a fazer desta desgraça. Será que os fundos estivessem todos já distribuídos, não estivessem agora, uns e outros, a criticar a forma leviana como esse dinheiro tinha sido dado? Não estaríamos a lamentar os aproveitamentos que surgem sempre? Não está a quantidade de bens e roupas a estragarem-se porque não há quem os queira? Nós somos o oito e o oitenta. Falem menos e façamos mais por nós todos, os portugueses. Construam em vez de criticarem de forma negativa. Façam crítica positiva. Quero realçar a forma sincera, sem aproveitamento, como o Presidente da Câmara tem sempre surgido na comunicação social. Não o conheço, mas gostaria de lhe dar um abraço de solidariedade.
  • AM
    17 jul, 2017 Lisboa 11:37
    Ao mesmo tempo que se dá apoio, deve-se exigir ordenamento do território, ou seja, as plantinhas e o asseio, e as arvorezinhas, ála com isso tudo. Asseio, exige-se!