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​Militares fazem rondas sem capacidade de reacção automática há 20 anos para “evitar acidentes”

04 jul, 2017 - 11:34

Associação de Oficiais das Forças Armadas garante que, sem munições nas armas, militares de Tancos não teriam capacidade de reacção, se encontrassem assaltantes.
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Os militares de Tancos não teriam capacidade de resposta imediata, quando confrontados com uma situação de emergência, como a do assalto aos paióis. Isto porque, tal como nas restantes instalações militares, os soldados envolvidos nas rondas de vigilância, têm as armas sem munições. O retrato é feito pela Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA).

“Os militares - estamos a falar dos militares que fazem as rondas e as vigias que estão inclusivamente nas portas das armas - não têm capacidade de reacção imediata de fogo, no caso de uma situação de emergência”, garante, à Renascença, o presidente da AOFA.

António Mota explica que a medida está em vigor desde a década de 1990 e foi tomada para evitar acidentes.

“Houve efectivamente alguns problemas de camaradas que, de forma involuntária deram tiros neles próprios e deram tiros no camarada que estava ao lado. Uma das formas de precaver que esse tipo de situações não ocorresse com mais frequência foi impedir que, de uma forma automática, o militar possa disparar”, descreve.

A AOFA demarca-se do protesto marcado para esta quarta-feira por militares na reserva para contestar a forma como cinco comandantes de unidades foram exonerados na sequência do furto de armamento em Tancos.

António Mota diz que a associação não comenta a decisão do chefe de Estado-maior do Exército, que, segundo o dirigente associativo, tem legitimidade para tomar a decisão que achar mais conveniente.

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  • jose oliveira
    07 jul, 2017 famalicão 14:21
    Vou dar uma ideia ,em vez de armas sem munições (armados em parvos)dêem um arco e umas flechas ,pois uma ler este artigo os mandantes devem estar nessa época . Nesta altura cada vez mais é preciso segurança ,mandam os militares com armas sem munições ,devem terem administrado o curso do jogo do pau há mirandês ,nova táctica possivelmente .Que percebe estes comandantes de defesa nacional .Ao ler estes comentários penso em que pais estamos .desculpas com acidentes ,por este andar tirem os carros da estrada pois assim não há acidentes.
  • José Marinho
    07 jul, 2017 Abrantes 13:16
    Não entendo a surpresa, uma vez que tal procedimento está em NEP e do conhecimento dos oficiais que agora falam, porque não se insurgiram na altura agora é fácil falar. Outro pormenor, claro que o CEME pode fazer o que bem entender, mas tem de ser dentro da lei, já agora digam-me o que é "exoneração" e onde está essa medida contemplada na lei que rege os militares. Por outro lado, bem ao estilo político, que coisa é está de os militares tomarem conhecimento de punições através de entrevista do CEME nas Televisões.
  • MarioL
    07 jul, 2017 12:30
    20 anos?? Mais de 30! Já antes de 90 tínhamos um carregador vazio na arma e um outro com munições mas estava selado, quem rasga-se o selo levava uma pissada no minimo, a malta só estava mesmo nos postos para servir de alarme, se houvesse problema o melhor que faziam era fugir, hoje em dia parece que nem nos postos estão, nem os políticos levam a defesa a sério nem os militares se levam a eles próprios a sério, os políticos desprezam os militares, só os mantém porque tem medo do povo e um dia podem ter alguma utilidade, enquanto isso os militares vão brincando à guerras se pavoneando com os galões e mamando o salário.
  • MÁRIO ALMEIDA
    06 jul, 2017 BENEDITA 22:58
    QUE TAL TER TRÊS MUNIÇÕES DE SALVA PRIMEIRO E APÓS ENTÃO AS REAIS OS ACIDENTES SERIAM MUITO MENORES DE CERTEZA! POIS O MINISTÉRIO DA DEFESA NEM GASTOU A VERBA QUE LHE ESTAVA ATRIBUIDA POR ISSO PENSO QUE TODAS AS UNIDADES TINHAM BONS SISTEMAS DE VIDEO VIGILANCIA,ELES NEM VÃO ÁS UNIDADES,COMO É QUE VÃO SABER AS NESSECIDADES DIÁRIAS .
  • manuel silva
    05 jul, 2017 Setubal 13:46
    Por este andar vamos ter carros sem rodas é que assim evitamos muitos acidentes
  • Bruno Silva
    04 jul, 2017 20:10
    Há uma história "engraçada" nos comandos aqui há uns anos. Ao que parece parou um carro à porta do quartel com a intenção de roubar o militar que lá estava, o qual só teve tempo de fugir para dentro do quartel, pois a arma não tinha munições. Que republica das bananas
  • Bela
    04 jul, 2017 Coimbra 19:18
    Pobre Portugal! ​Militares fazem rondas sem capacidade de reacção automática há 20 anos para “evitar acidentes”. Tou pasma! Se se chegou a esse ponto fechem todos os quartéis e mandem o 'pessoal' para casa. Pelo menos assim não andamos a ser enganados e nem a pagar ordenados a gente (as chefias) que apenas serve e existe para aparecer nos desfiles militares.
  • Pedro
    04 jul, 2017 Sintra 18:20
    Mas afinal o que se passa em Portugal??Sistemas de comunicação que custam balurdios não funcionam quando são precisos, não existem efetivos policiais suficientes para fechar estradas quando se dão catástrofes, os militares que protegem as instalações militares não podem disparar nem mesmo em defesa própria, paióis sem vigilância absolutamente nenhuma, quase todos os grupos profissionais da saúde querem fazer greve??
  • Toninho Marreco
    04 jul, 2017 Ponte do Lima 14:34
    Há 47 anos se me dessem uma arma sem munições para fazer uma guarda , eu fugia para casa , cheio de vergonha . GENTE SEM NENHUMA DI GNIDADE NEM VERGONHA. Pobre país ...
  • COSTA DEMAGOGO
    04 jul, 2017 Lx 14:16
    Fiz o serviço militar obrigatório na cavalaria e sempre que fazia serviço, nos anos 85 a 87, tive uma Valter com munições e uma G3 sempre carregada e eram as minhas namoradas inseparáveis., Se fosse preciso mandava balázio pela certa. Estranho agor o facto de Tancos ter rondas para Costa e Azeredo verem...Um páis à deriva com estes mestres da pantomina e com a tropa fandanga que temos... Para cúmulo e cobardemente o timoneiro da nação, 1º ministro Costa, dá de frosques enquanto o país arde e enquanto se esclarecem estas pormenores...O comandante dantes era o último a abandonar o navio.Hoje, é o primeiro como fez o pantomineiro do Costa. Enquanto isso, o comandante supremo das forças desarmadas leva ao colinho tudo e todos...Uma tristeza de país com estes desgovernantes da treta, peta e da teta....