O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
|
A+ / A-

Bloco pede "responsabilidades políticas" ao Governo

02 jul, 2017 - 18:55

Catarina Martins lembra falhanços de Pedrógão Grande e Tancos.
A+ / A-

A coordenadora do Bloco de Esquerda pede "responsabilidades políticas" pelos "falhanços" nos incêndios de Pedrógão Grande e no roubo de armamento em Tancos, mas também "na política" de "asfixia do Estado" prosseguida pelo Governo.

Catarina Martins, que assistiu à apresentação da candidatura de Ana Cristina Ribeiro à Câmara de Salvaterra de Magos, recusou esclarecer os jornalistas sobre se o pedido de "responsabilidades políticas" significa um pedido de demissão dos ministros da Administração Interna e da Defesa.

"Podemos olhar para o Governo PSD/CDS e para a forma como cortou irresponsavelmente no Estado, mas também temos que pensar que o Partido Socialista está no Governo e que há mais de um ano e meio aprovou Orçamentos do Estado e que deveria ter dado resposta a estas necessidades de serviços públicos", afirmou.

No seu discurso, Catarina Martins criticou o facto de, no último ano, não terem sido gastos 1,6 mil milhões de euros que foram usados para "reduzir o défice ainda mais do que estava previsto", vendo-se agora "a falta que fazem em todos os serviços públicos e no funcionamento do próprio Estado".

Para Catarina Martins, "asfixiar o Estado e os serviços públicos é um risco enorme" que o país não pode "continuar a correr".

A líder bloquista insistiu que, "quando muitas vezes se festejam números do défice mais ou menos extraordinários", estas "poupanças extra, de facto, são falhar também onde o dinheiro é preciso".

Catarina Martins afirmou que nos "próximos dias" é preciso "responder a todas as perguntas, apurar todas as responsabilidades e retirar responsabilidades políticas destes falhanços do Estado", adiantando que, na próxima semana, o partido "tudo fará" para que seja criado um sistema de comunicações "público e capaz de responder e dar confiança às populações".

Frisando que sobre a "tragédia" de Pedrógão Grande - onde há 15 dias 64 pessoas morreram num incêndio que atingiu vários concelhos da região - persistem muitas perguntas sem resposta, a líder bloquista afirmou ser claro que "o Estado falhou porque não fez a prevenção e porque ainda não são imperativas as acções em defesa da floresta em Portugal".

Apontou ainda as falhas na protecção civil, nas comunicações mas também na coordenação, pedindo que não se falhe agora no apoio às populações.

"Muitos se perguntam como é que o Estado pode falhar assim", afirmou, acrescentando a "perplexidade" e a "enorme preocupação" com o roubo de armamento de uma unidade do Exército em Tancos, que mostram mais um "falhanço em matérias fundamentais do Estado".

"Não se consegue explicar e tem uma enorme gravidade, pelo armamento roubado, de que ainda não se sabe o destino e que ainda não foi resgatado, e também pelo que ficamos a saber da vigilância inexistente ao longo deste tempo", acrescentou.

Às responsabilidades criminais que "têm que ser apuradas", Catarina Martins pediu responsabilidades políticas perante "estas descoordenações e falhanços em funções essenciais do Estado".

Saber que há dois anos não havia videovigilância "numa unidade tão sensível, com armamento tão sensível", ou que das 500 equipas de sapadores que o país devia ter só existem 200, deve levar a "pensar no estado do Estado", disse.

"O Estado não são gorduras, é a organização do país", rematou.


Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Americo
    03 jul, 2017 Leiria 15:59
    Sem ponta de vergonha ou de honestidade intelectual.
  • Joaquim Soares
    03 jul, 2017 Famalicão 00:02
    Ò menina Catarina se o BE não está de acordo , não peça , exija respostas efectivas do governo e informe o povo para que saibamos qual a situação do país, o BE e o PCP é que ajudam o governo a engordar e o povo a pagar!!!!!
  • Mario Couto
    03 jul, 2017 Porto 00:02
    Óh catarina quando um bando de bandidos dos ex partidos que hoje deram o BLOCO assaltaram um paiol em Tancos em 75 juntamente com bandidos do PCP e até do PS isso foi uma boa acção.Agora pedes responsabilidade ao governo da geringonça.É preciso ter lata e falta de vergonha.Com essas queriam assaltar o poder.E estivemos perto de uma guerra civil.Branqueaeam tudo com ajuda do MFA comunista e nunca responderam por tal crime.E hoje temos criminosos a mandar em Portugal.
  • mendes
    02 jul, 2017 braga 22:01
    entao mas nao foi e nao e esta menina a primeira ministra entao nao foi o be que aprovou ja 2 orcamentos de estado entao nao e esta esquerda que critica a compra dos submarinos entao nao e esta esquerda que pediu o fim dos comandos enatao nao e esta esquerda que em 1974 e 1975 andava a invadir os quarteis claro que e ---entao aqui esta a vista que nao passam de aldraboes que dizem uma coisa e fazem outra
  • Bela
    02 jul, 2017 Coimbra 21:53
    Porque razão vêm agora os responsáveis do Bloco de Esquerda pedirem responsabilidades? Ou seja se os quartéis estão quase vazios de elementos (militares), porque alguns partidos em 1999 apoiaram o fim do SMO (serviço militar obrigatório) entre eles o que mais constou foi o partido do qual faz parte a Catarina Martins e até são contra o Dia de Defesa Nacional. Que querem agora? Esqueceram-se que sem ovos não se pode fazer omeletes? As novas tecnologias, vigilância electrónica, também precisa de quem cuide ou saiba cuidar delas.
  • julio.
    02 jul, 2017 vila verde 21:25
    Ningeém fala verdade é sò campanha eleitural que nojo