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Marcelo sobre Tancos. "Tem de se investigar até ao fim"

02 jul, 2017 - 18:15

"É preciso investigar se há alguma ligação entre este furto e furtos que têm acontecido nos últimos dois anos em países membros da NATO", acrescenta o Chefe de Estado.
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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considera que "tem de haver uma investigação que apure tudo", pois o roubo em Tancos é uma situação grave que "tem de ser investigada até ao fim".

"É importante que se investigue para prevenir o futuro. Não podemos, em matéria de furto de material militar, ter furtos desta dimensão. Há que prevenir para que não volte a acontecer", referiu o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou ainda casos similares que aconteceram noutros países da NATO.

"É preciso investigar se há alguma ligação entre este furto e furtos que têm acontecido nos últimos dois anos em países membros da NATO", salientou Marcelo no Hospital de Sant'ana, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

O que sabemos sobre o roubo de armas de guerra em Tancos

No futuro, sobre a possibilidade de tomar "medidas cautelares" durante a investigação, Marcelo acrescenta que "então elas devem ser tomadas”.

O chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, demitiu cinco comandantes de unidades do ramo para não interferirem com os processos de averiguações sobre o furto de material de guerra em Tancos. "Não quero que haja entraves às averiguações e decidi exonerar os cinco comandantes das unidades que de alguma forma estão relacionadas com estes processos", anunciou o general Rovisco Duarte, em declarações à RTP.

Os militares exonerados são o comandante da Unidade de Apoio da Brigada de Reacção Rápida, tenente-coronel Correia, o comandante do Regimento de Infantaria 15, coronel Ferreira Duarte, o comandante do Regimento de Paraquedistas, coronel Hilário Peixeiro, o comandante do Regimento de Engenharia 1, coronel Paulo Almeida, e o comandante da Unidade de Apoio de Material do Exército, coronel Amorim Ribeiro.

Entre o material furtado em Tancos estão explosivos, granadas foguete anticarro e gás lacrimogénio. Os militares confirmam que o sistema de videovigilância "encontra-se inoperacional”.

Entretanto, o Exército confirmou no sábado à noite que foi reforçada a segurança em Tancos e vão ser inspeccionados os paióis.

O ministro da Defesa assumiu este sábado a "responsabilidade política" pelo roubo em Tancos, depois de os partidos políticos terem criticado o sucedido, com o CDS a exigir a audição parlamentar de Azeredo Lopes e o PSD a pedir também para ser ouvido o general Rovisco Duarte.


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  • Raul Silva
    04 jul, 2017 Agualva-Cacém 19:56
    Ter de se investigar até ao fim é o que qualquer cidadão diria. Agora é mais complicado. O roubo em Tancos não se resolve com beijinhos, abraços, folclore e bailarico.
  • Bla..Bla..Ba
    04 jul, 2017 Viseu 18:52
    Não é nova a estratégia. Já era no tempo de SÁ CARNEIRO, que foi o único que o pós na ordem. Nem o banho do Tejo lhe diminuiu a capacidade de a cada momento ser hipócrita. Sr Marcelo, como diria alguém do outro lado do atlântico, até quando este jogo? Deixe-se de meias conversas e seja homem, assuma o poder por inteiro e complemente a responsabilidade que diz assumir. Que nos interessa o que se passa na NATO, quando a conversa não interessa devia-se a conversa para outro sitio, a ver para que lado vai o vento. O Passos sempre teve razão. Entretanto todos se esqueceram do MILITAR QUE MORREU assassinado em defesa da bandeira, já que gosta de comparações que tal comparar a pensão de sangue que a família dsse militar vai receber com a que V Exa vai receber só por nos entreter com as suas tangas. Tenho dito
  • Cidadao
    03 jul, 2017 Viseu 17:34
    Mais uma investigacao, o que e normal, enquanto vai e nao vai, os animos acalmam, as atencoes dispersam-se por outros assuntos mais quentes do momento, e as conclusoes acabam por ilibar responsabilidades, concluindo, volta tudo ao mesmo, nao existe integridade, existe sim uma geringonca, que tomou conta do poder, a qualquer custo, e debaixo do apanagio de alguem.
  • Americo
    03 jul, 2017 Leiria 12:59
    "....tem de ser investigada até ao fim..." O Presidente só tem isto a dizer ? No incêndio de Pedrogão a mesma coisa. O primeiro vai de férias. Então onde está a responsabilidade do estado. Parece que só temos Presidente e Primeiro Ministro para "festas". É tudo tipo "molotof. Espremidos saí pouca coisa. Estamos entregues a irresponsáveis. Lembro que o ano passado foi demitido o chefe de estado a propósito da escola. Lembram.-se? Não foi preciso investigar. Foi politico. Enfim.........
  • Carlos Lero
    03 jul, 2017 Lisboa 11:12
    Considerando a segurança e a proteção dos cidadãos pilares essenciais de um estado democrático o governo está a falhar, quando 64 pessoas morrem numa estrada nacional, sob a jurisdição do estado ou quando são roubados de um paiol do exército material de guerra! Dois factos em que existe a evidência de falhas graves nas suas atribuições e nas expetativas legítimas que os cidadãos devem ter do estado. Mas o mais grave é a não assunção de responsabilidades políticas e o pacto de silêncio que o governo faz destes assuntos, sobretudo quando meios de comunicação estrangeiros falam sobre o caos de Pedrogão Grande e divulgam o role do material roubado. O Povo Português, porém, vive na ignorância imposta estrategicamente por uns governantes sem escrúpulos e que apenas cuidam da sua sobrevivência política fazendo focus groups para avaliar o impacto de uma tragédia (incêndios) na popularidade do governo. Estes comportamentos só podem suscitar nojo e repugnância.
  • Dias
    03 jul, 2017 Lx 02:30
    Sr. PRESIDENTE, pois é ser presidente implica assuntos sérios, as suas respostas não chegam para o Povo, nem as respostas dos militares, paois em qualquer parte do mundo têm que ter vigilância presencial a electrónica é um complemento e vêm o sr. falar de outros roubos noutros países da NATO, mas que raio de desculpa mais esfarrapada. Ponha tudo no seu lugar, assuma-se.
  • Horacio
    03 jul, 2017 Lisboa 01:12
    Esta e a cara da incompetencia do estado portugues. Nunca estam preparados para nada. So sabem reagir depois da tragedia. Agora andam por ai bandidos ou ate terroristas armados ate anos dentes a por em risco a seguranca das pessoas. Num pais serio.caia o ministro da defesa e eram despromovidos todos os responsaveis por este posto militar.
  • O Tal
    03 jul, 2017 Por Aí 00:14
    Já deviam ter rolado cabeças, a começar pelo ministro da tutela e seguindo-se o chefe estado maior do exercito.
  • Toninho Marreco
    02 jul, 2017 Ponte do Lima 23:14
    Investigar até ao fim , quer dizer Rigoroso Inquérito. Como todos sabemos , os rigorosos inquéritos NUNCA DÃO EM NAAADAAA ... Daí se conclui que NUNCA SE VAI SABER NADA DE CONCRETO SOBRE O ASSUNTO . Dito ...
  • Leonardo
    02 jul, 2017 Porto 22:30
    Para dizer isto, mais valia tirar umas fotos com os incautos.