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Protecção Civil nega falha no ataque inicial ao fogo de Pedrógão

30 jun, 2017 - 20:46

ANPC divulgou esta sexta-feira uma cronologia das primeiras horas do incêndio, 13 dias depois da deflagração do fogo que provocou 64 mortos e mais de 250 feridos na região centro.
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A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) detalha os meios envolvidos no ataque inicial ao incêndio em Pedrógão Grande e garante que foram seguidas as práticas definidas na Directiva Operacional Nacional.

O esclarecimento consta de um comunicado divulgado esta sexta-feira, 13 dias depois da deflagração do fogo que provocou 64 mortos e mais de 250 feridos na região centro.

A ANPC refere que Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria recebeu o alerta de incêndio às 14h43, de 17 de Junho.

O ataque inicial ao incêndio ocorreu “com imediata mobilização de três veículos de combate, em triangulação e de um helicóptero de ataque inicial e respectiva equipa helitransportada da Força Especial de Bombeiros, localizado no Centro de Meios Aéreos de Ferreira do Zêzere”.

O helicóptero descolou oito minutos depois, às 14h51, e chegou ao teatro de operações às 15h05.

Permaneceu no incêndio durante uma hora e cinco minutos, realizando um total de 14 descargas, cada uma de mil litros. Regressou à base para reabastecer de combustível, às 16h20, contrariando assim a versão noticiada numa reportagem da RTP, refere a ANPC.

Os primeiros reforços

De acordo com a Protecção Civil, depois do primeiro alerta “foi determinada a mobilização de mais duas brigadas de combate a incêndios”, num total de 24 bombeiros e seis veículos, do distrito de Leiria.

Nos primeiros minutos após o conhecimento do fogo foram accionados “ um total de 75 operacionais e 22 meios (21 veículos e um meio aéreo)”, indica a ANPC.

“Decorridos 24 minutos desde o início do incêndio, foi despachada mais uma brigada do distrito de Castelo Branco (12 bombeiros e 3 veículos).”

Kamov retirou devido a altas temperaturas

Ao mesmo tempo, foi chamado um Kamov, que estava na base de Santa Comba Dão. O helibombardeiro pesado “descolou às 15h23” e “chegou ao teatro de operações às 15h40”. Mas teve que retirar 23 minutos depois por motivos de segurança, devido à “temperatura ambiente excessiva” e não por falta de combustível, como chegou a ser noticiado.

O Kamov regressou ao incêndio de Pedrógão Grande, às 17h58, onde permaneceu até às 19h16, após efectuar mais 12 descargas, indica a ANPC.

Pelas 16h43, duas horas depois do início do fogo, o total de meios accionados era “de 167 operacionais, 48 veículos, dois meios aéreos”.

Novo incêndio em Góis

Nove minutos depois de Pedrógão Grande, às 14h52, deflagrou outro incêndio a 13 quilómetros, no concelho vizinho de Góis, refere a Autoridade Nacional de Protecção Civil.

Para este novo fogo foi inicialmente mobilizado um helicóptero ligeiro sedeado na Pampilhosa da Serra. Cerca de 40 minutos depois, foram chamados os aviões anfíbios pesados Canadair de Seia, que chegaram ao teatro de operações às 16h09 e fizeram 34 descargas.

Chamados reforços de Santarém e Castelo Branco

Um balanço realizado às 16h57 dá conta de um agravamento da situação e foram accionados dois grupos de reforço para combate a incêndios florestais, dos distritos de Santarém e de Castelo Branco, segundo a ANPC.

Três horas depois da deflagração do incêndio em Pedrógão Grande “o número de meios mobilizados foi de 248 operacionais e 75 meios”.

A Protecção Civil acrescenta que o comandante dos Bombeiros de Pedrógão assumiu o comando da operação “25 minutos após o alerta”. Às 15h35, foi accionada uma equipa de posto de comando com dois elementos e um veículo de comando e comunicações.

Dez minutos antes já tinha sido accionado um coordenador de operações aéreas, “para garantir a coordenação terra-ar dos meios envolvidos” e às 17h08 foi mobilizado o 2º Comandante Operacional Distrital de Leiria.

Comentários
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  • Bela
    02 jul, 2017 Coimbra 12:40
    Alguma vez os taxistas da Protecção Civil iriam admitir qualquer tipo de responsabilidade?
  • Cidadao
    01 jul, 2017 Lisboa 11:15
    Mesmo ignorando - se é possível ignorar - o espectáculo habitual e penoso do "passa-culpas", onde todos os que têm culpas no cartório se envolvem sempre, quando apanhados na sua incompetência, parece que ninguém ouviu um verdadeiro técnico de combate a incêndios florestais que disse na TV que bombardeamentos com água em fogos destas dimensões são quase inuteis: a 2 m do solo já a água se transformou em vapor. O que era preciso era lançar uma calda química de retenção do fogo e quando circunscrito e enfraquecido na intensidade, aí sim, era com água.
  • Luis
    01 jul, 2017 Lisboa 08:44
    Daniel Sanches: “Não me vai perguntar ao cabo destes anos todos se eu conseguia adivinhar que o sistema [SIRESP] caía, pois não?” 30.06.2017 às 20h18 Caso de policia.....
  • isidoro foito
    30 jun, 2017 elvas 23:25
    a proteção civil desde que existe tem sido sempre uma cambada de incompetentes todos o anos nos incêndios, acidentes , inundações etçª, os comandos da proteção civil é que deviam ser corridos e aqui também deve haver culpa d GNR que agora com os seus sindicalistas vem culpar a ministra mas deste o IGAI trata deles com processos disciplinares, quanto á proteção civil , todos na rua e outros novos estes já provaram que são incompetentes
  • Antonio Silva
    30 jun, 2017 Espinho 21:32
    Que vergonha! Agora é cada um por si a passar a batata quente ao parceiro do lado. Quando é que os políticos irão perceber que nomear "boys" para cargos de responsabilidade tem consequências? Como é possível mudar os responsáveis de grande parte dos comandos da proteção civil 2 meses antes do início da "época dos incêndios" e nomear pessoas SEM EXPERIÊNCIA séria na área?