O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
|
A+ / A-

Roubo de armas. Paióis em Tancos sem videovigilância há dois anos

30 jun, 2017 - 06:57

Afinal, foram também roubados 44 lança-granadas e quatro engenhos explosivos “prontos a detonar”.
A+ / A-

Os Paióis Nacionais de Tancos, assaltados na quarta-feira, estavam sem vídeovigilância há dois anos e o roubo de material de guerra foi mais grave do que o inicialmente avançado.

De acordo com “Diário de Notícias”, além das 120 granadas ofensivas e 1.500 munições, foram também roubados 44 lança-granadas e quatro engenhos explosivos “prontos a detonar”.

O Exército não confirma ainda que o roubo de material de guerra tenha esta dimensão, mas a Renascença sabe que já está terminado o levantamento levado a cabo pela Polícia Judiciária Militar.

Ainda segundo o jornal, que cita fonte policial, os primeiros indícios revelam que a rede foi cortada e os autores do roubo entraram na zona militar entre 400 e 600 metros até ao paiol.

A intrusão ocorreu cerca das 18h00 de quarta-feira e foi detectada por uma ronda móvel.

Os 14 paióis estão a cargo do Regimento de Engenharia n.º 1. É um espaço fora do perímetro das unidades situadas na Área Militar de Tancos.

Há várias rondas apeadas e em viaturas feitas diariamente e em horários aleatórios, o que pode permitir à Polícia Judiciária Militar, entidade responsável pela investigação deste caso, situar com precisão o intervalo de tempo em que o assalto foi feito.

A mesma fonte revelou também ao jornal que estão a ser verificados os inventários de todos os paióis do quartel, pois há suspeita de roubos anteriores.

O ministro da Defesa já se pronunciou sobre este caso. Diz que o roubo foi “bastante profissional” e garantiu que não ficará "nada por levantar" nas averiguações.

"Evidentemente é um facto grave, não vale a pena estar a desvalorizar esse facto. É sempre grave quando instalações militares são objecto de acção criminosa tendente ao furto justamente de material militar", disse Azeredo Lopes aos jornalistas, em Bruxelas, à margem de uma reunião da NATO.

"Estamos a averiguar detalhadamente a quantidade e tipo de material exactos que faltam. Neste momento, detectamos a ausência de granadas de mão ofensivas e de munições de calibre 9 mm. Ainda não estamos a divulgar a quantidade, pelo simples facto de que quando o Exército divulgar quer ter a certeza de que está a divulgar factos", afirmou na quinta-feira o tenente-coronel Vicente Pereira, porta-voz do Exército.


Tópicos
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Mário V. Gaspar
    05 jul, 2017 Lisboa 02:08
    Sou Deficiente das Forças Armadas. Como Cabo Miliciano frequentei na Escola Prática de Artilharia, em Tancos o XX Curso de Minas e Armadilhas (iniciado em Agosto de 1966) tendo sido aprovado e foi-me atribuído um Diploma. Fiz uma Comissão na Guiné com o posto de Furriel Miliciano e tive aí a prática. Se um petardo de 125 gms. de trotil (ex.) incomoda, o que pode fazer 60 kgms? Os explosivos são um perigo em mãos alheias. Quem terá culpas? Decerto quem comanda. Também todos os governos, e após o 25ABRIL. Paióis patrulhados e complicado, sem patrulha... Imaginem. Uma bomba nas mãos deste governo, será este a pagar as asneiras de todos os outros. A oposição tem obrigação de se calar. Aproximam-se as Eleições. Cuidado com o oportunismo político.
  • Nuno S
    01 jul, 2017 Silves 12:05
    Se era do conhecimento que não havia sistema de video-vigilancia e a vedação estava danificada, o que fez o comandante da unidade e seus superiores hierárquicos para garantirem ainda assim a segurança do armamento? Ah poix é, merecem mais uma medalha! Só nos resta pedir aos santos que estas armas não venham a ser utilizadas em atentados terrosristas...
  • Bento Fidalgo
    01 jul, 2017 Agualva 11:56
    Têm vergonha de editar os meus comentários!? Cobardes!? Outra coisa não seria de esperar!!!!
  • Bento Fidalgo
    01 jul, 2017 Agualva 11:52
    Porquê a surpresa!? O pessoal do estado e políticos só se preocupam com redução de horários, regalias, benesses,,subsídios disto e daquilo, direitos e merecimentos. Façam um inquérito aos trabalhos a fazer e saber quais os que são feitos a tempo e horas. Quais as resoluções tomadas, objetivos, satisfação ou resultados das mesmas e consequências na vida dos portugueses e certificar se os direitos e merecimentos são compatíveis com as reivindicações de suas excelências.
  • Alberto
    01 jul, 2017 Porto 11:46
    Um País ao abandono! Nunca mais ninguém ouviu falar do roubo da metralhadoras do quartel dos comandos, furtadas em Janeiro de 2011; agora nos próximos tempos não se vai parar de falar no roubo de Tancos, depois, depois nunca mais ninguém falará do caso! Um força militar que tem quadros altamente especializados, não arranjavam as câmaras de vigilância? Um país de miséria. Não há verba para nada, a não ser para eles próprios, para a fanfarronice, nunca falta massa! A prevenção seja do que for está completamente abandonada, será por sermos um país de brandos costumes?
  • Bento Fidalgo
    01 jul, 2017 Agualva 11:42
    Porquê a surpresa!? Todos sabemos que o pessoal do estado só se preocupa com estatutos, dinheiros, benesses, direitos e merecimentos. Gasta-se o dinheiro todo com as regalias e não fica para o material de serviço e reparação do mesmo. Mas isso é a última coisa a tratar. Nunca pensam e gostaria de ver sim um inquérito ao trabalho necessário e ao trabalho feito, resoluções, objetivos atingidos, responsabilidades atribuídas e consequências de todas estas situações na vida dos portugueses mas, dos privados, daqueles que pagam impostos para que aqueles façam o que devem. Pensam em tudo menos no1 trabalho a fazer que, em nenhum setor está em dia ou satisfaz plenamente as necessidades e direitos dos escravos, os privados.
  • Nuno Alexandre
    01 jul, 2017 Sintra 11:27
    Um país que anda a viver com dinheiro emprestado, as forças armas é mais uma dor de cabeça para resolver. Mas basta o costa dizer que está tudo bem e o Marcelo dar uns beijinhos que tudo isto fica resolvido.
  • Emanuel Sousa Couto
    01 jul, 2017 Lomba da Maia 11:18
    falta de quidado
  • Soldier
    01 jul, 2017 Nzhny novogorod 10:02
    Nem da defesa estes infelizes sabem tomar conta. Se algum dia quisermos invadir esse rectângulo vocês nem pro cheiro vão dar. Vão mas é para África ou pro México e deixem essa terra para gente melhor que vocês.
  • Antonio Joaquim Figu
    01 jul, 2017 Lourinhã 09:41
    É a democracia, amigos. Num pais de faz de conta, cheio de gente "honesta", os grandes amigos do povo !.E o povo gosta. - futebol,ferias,feriados, festivais e fogos ! What a show ! A mentira já fez 43 aninhos and counting !