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Granadas de mão e munições roubadas em Tancos

29 jun, 2017 - 11:04

Um dos paióis foi arrombado e desapareceu um número indeterminado de granadas.
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Foram roubadas granadas de mão ofensivas e munições de calibre 9 milímetros dos Paióis Nacionais de Tancos. O incidente foi detectado ao final da tarde de quarta-feira.

O desaparecimento foi detectado durante uma patrulha de rotina, refere fonte do Exército.

Em comunicado, o Exército confirma que foi detectada “a violação dos perímetros de segurança dos Paióis Nacionais de Tancos e o arrombamento de dois ‘paiolins’”.

Um dos paióis foi arrombado e dali foi roubado um número indeterminado de granadas – que o Exército estima em perto de uma centena.

A Polícia Judiciária deslocou-se para o local e o incidente já foi comunicado ao Ministério Público.

“O Chefe de Estado-Maior do Exército, General Rovisco Duarte, informou SExa o Ministro da Defesa que acompanha o desenrolar das investigações”, refere ainda o comunicado.

"Estamos a averiguar detalhadamente a quantidade e tipo de material exactos que faltam. Neste momento, detectamos a ausência de granadas de mão ofensivas e de munições de calibre 9 mm. Ainda não estamos a divulgar a quantidade, pelo simples facto de que quando o Exército divulgar quer ter a certeza de que está a divulgar factos", afirma o tenente-coronel Vicente Pereira, porta-voz do Exército.

Já o tenente-coronel António Mota, da Associação de Oficiais das Forças Armadas, diz que o problema poderá estar na falta de efectivos. "Na globalidade, as Forças Armadas estão com um problema complicado nos efectivos. Eu espero que, por via desse problema, não tenha sido de alguma forma aliviada a segurança de apoio aos armamentos".

[Notícia actualizada às 15h08]

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  • HB
    01 jul, 2017 Lisboa 12:15
    Pelo que ir parece, já é norma desaparecer armamento e nada acontece. Os últimos foram salvo a memória as G3 e nada aconteceu e está prestes a esquecer. Agora foi este caso é de certeza que não vai acontecer nada. Faz parte da nossa metodologia (podia ser pior) De seguida .....Vai haver mais. Nós somos razoáveis na correção não na Prevenção.
  • Manuel Moreira
    01 jul, 2017 Porto 04:53
    Quanto à inadmissibilidade do acontecido e busca de responsáveis, já sabemos o que há a dizer. Detenho-me apenas e enfaticamente nisto: Dada a quantidade e natureza do material roubado, estamos perante o acontecimento mais preocupante no que respeita à segurança nacional por larguíssima margem. Medidas drásticas requerem-se urgentemente, na investigação rigorosíssima e medidas de prevenção rigorosas . Tudo isto sem alarmismos e espalhafato. Não é um binómio fácil de pôr em prática. Simpatizo com este governo. Não sou homem de partidos. Penso que neste momento é o maior problema que o governo tem pela frente. A possibilidade de o assalto ter sido perpetrado por um comando terrorista é infelizmente uma possibilidade a levar seriamente em conta. Coragem, e que cada um de nós esteja serenamente alerta àquilo que se passar junto de nós que justifique suspeição e proceda à comunicação imediata das autoridades. Isto não é paranóia, amigos! É apenas uma serena e óbvia constatação.
  • Manuel
    01 jul, 2017 Porto 02:03
    É de mim ou a pior ameaça de Portugal EM SÉCULOS é exactamente devida a termos um exército com armas, no qual investimos enquanto contribuintes mais do que aquilo que podíamos (senão veja-se o défice). Tirem-se as conclusões... Já agora só um aparte será que este Presidente só consegue mesmo comentar as boas notícias (parece que já está a dar um pouco bas vistas..."amigos de infância"...tudo bem, mas isto é mau demais...e só esperamos SINCERAMENTE que não falemos disto como uma das mais tristes histórias deste país no futuro!
  • jorge
    30 jun, 2017 lisboa 17:50
    Mas que grande bandalheira eu fiz o servico militar ek Lamego e tambem tinhamos paiois fora do quartel mas erwm guardados 24 horas .Eu pergunto nao seria mais util ao pais ter os nossos jovens a prestar servico militar e q fazer i que é necessario ao pais em vez de lhe estarmos a pagar o subsidio de desmprego sem fazerem nada
  • José
    30 jun, 2017 Lisboa 16:57
    Para quem foi militar antes do 25 Abril e foi ao Ultramar isto é uma anedota.Portugal deve sentir vergonha a nível mundial, vamos estar ao nível de qualquer país de África desses sem governo.Vamos servir de chacota na NATO e na UE.Um paiol não se tranca, deve ser guardado em permanência, sempre foi assim, só na cabeça destes incompetentes é que se anda a passar rondas da treta. Onde está o senhor Presidente da Republica que é o Chefe de toda esta Tropa Incompetente? Que raio de Ministro da Defesa é este? Quando vão existir demissões nessa de cambada de Generais incompetente? Alguém tem ideia dos estragos que uma granada pode fazer dentro dos transportes públicos? Alguém tem ideia dos estragos de um Lança-roquetes ? Os incompetentes do Exercito devem ser demitidos,os portugueses não podem estar entregues a esta cambada de incompetentes que só vestem a fardas para ir ás festas e aos desfiles.Mais uma vez digo onde está o Presidente da Republica,anda nos afectos e nos beijinhos? Se algo de terrível acontecer vão ser estas gentes os responsáveis sem castigo.
  • JR - tancos
    30 jun, 2017 Lisboa 16:25
    Fiz o serviço militar na "Engenharia" no chamado poligono de tancos que englobado os"páras", "força aérea" e "engenharia" - o paiol fica situado fora dos quarteis - aonde era vigiado pela nossa "PU" Policia de Unidade 24 horas (em 4 em 4 horas eram rendidos), eu próprio desloquei-me em serviço da unidade (era dificil circular no perimetro dos paiois) para servir as refeições aos mesmos e um dia perguntei ao camarada se poderia deslocar ao interior dos paiois para ver como era aquilo no subterreno aonde se encontram, a resposta foi NÃO, agora não imagino quem faz a "ronda", mas digo era dificil ir lá, mas como digo - tudo muda !!!!!
  • José Pessoa
    29 jun, 2017 Coimbra 21:58
    Incrível como é possível, não há guarda aos paóis, noutros tempos os paóis tinham durante toda noite reforços, para que não acontecesse, coisas deste gênero, seria considerado uma situação lesa pátria. Pode- se perguntar quem tem medo do SMO.
  • António Rodrigues
    29 jun, 2017 Ourém 18:20
    Vivemos num país onde tudo pode acontecer com a mair das facilidades. Podemos esperar com governantes assim que coisas podem ainda piorar.
  • Luis
    29 jun, 2017 Lisboa 18:12
    Armas desaparecidas nos quarteis já aconteceram várias vezes. Agora os direitalhopitecusPafiosos até por isto querem acusar o governo. Só falta vir o Farsola dizer que foi com essas armas que se cometeram os suicídios. A direitalhoPafiosa está mesmo deseperada.
  • CAMINHANTE
    29 jun, 2017 LISBOA 17:41
    O problema "major " é Quem roubou e o que Pretende fazer com o armamento. Vem aí trajédia?