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Professora com alzheimer considerada apta para dar aulas

25 jun, 2017 - 09:47

A junta médica alega que a docente não está absoluta e permanentemente incapaz para o exercício das suas funções, noticia o jornal "Público".
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Uma professora com alzheimer foi considerada apta para dar aulas, avança a edição deste domingo do jornal “Público”.

A docente do ensino secundário não consegue fazer grelhas de avaliação e trocou matérias a leccionar.

No entanto, o pedido de aposentação foi indeferido em Outubro de 2015, um ano depois de lhe ter sido diagnosticada a doença.

A Caixa Geral de Aposentações (CGA) alega que a docente, agora com 61 anos, não está absoluta e permanentemente incapaz para o exercício das suas funções.

A professora não aceitou a decisão e caso está agora nos tribunais.

Segundo o "Público", foi inicialmente interposta uma providência cautelar para suspender o efeito da deliberação da CGA e depois uma acção principal, que ainda decorre.

A docente ganhou a providência cauterçar e mantém o salário até que o processo principal chegue ao fim.

[notícia corrigida - Caixa Geral de Aposentações em vez de Segurança Social]

Comentários
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  • 08 set, 2017 10:36
    Mais um, entre outros casos, em que pela primeira vez presente a uma junta médica, questionou como é que se pode dar um nome a algo que se identifica com agentes da Polícia do antigo regime, ou recuando mais no tempo à inquisição, não deixando uma pessoa apresentar as suas explicações e fazendo afirmações e questões, no mínimo despropositadas.
  • José Novais
    27 jun, 2017 Lisboa 17:31
    É inacreditável esta decisão pela CGA.
  • Maria Manuela Nunes
    26 jun, 2017 Queluz 09:42
    Sá mesmo neste país! Com tanto professor desempregado! Esta senhora não tem culpa. A culpa é de que a põe a trabalhar em vez de a reformar.
  • Maria Luisa Esteves
    25 jun, 2017 Lisboa 16:50
    Tenho uma doença auto imune que neste momento me dá um cansaço imenso para além da permanente falta de saliva que me dificulta a oralidade. Além disto, desde os 42 anos que tenho uma prótese total da anca direita (tive necrose) e, neste momento, uma série de artroses nas mãos, pulsos e joelhos. Mas adiante... Quando ingressei no ensino foi-me dito que a idade da reforma seria aos 55anos e 36 anos de serviço. Onde eles já lá vão! Com a minha situação de saúde a agravar-se, uma depressão profunda e ataques de ansiedade, com 60 anos e 43 anos de descontos (comecei a trabalhar para pagar os estudos) resolvi pedir a reforma por incapacidade. A minha situação seria igual a tantas outras se não fosse o seguinte: depois de elaborados os relatórios médicos das respectivas especialidades fui chamada à médica relatora. Falou comigo, pouco, pediu-me os relatórios mas não os exames pois esses seriam vistos pela junta e ... bom dia. Aguardei pacientemente que me chamassem para me apresentar na junta e qual não é o meu espanto que recebo uma carta da CGA para me apresentar na escola pois fui considerada apta para trabalhar!E então a minha ida à junta?Já não era necessário?Falei com o meu médico que me aconselhou a pedir o parecer da médica relatora e o relatório da Junta Médica. Espanto dos espantos! A médica relatora encaminha-me para a reforma por incapacidade e o Relatório da Junta ( QUE NUNCA ME VIU), assinado por 3 medicos, manda-me trabalhar! Entrámos no campo da virtualidade.
  • Deaaz
    25 jun, 2017 14:44
    Os médicos das "juntas medicas" não passam de burocratas clinicamente desactualizados e não é de agora. Há uns bons anos atrás uma junta médica em análise de um bebé de 6 meses que havia nascido com um mielomeningocelo extenso, procurou a definição do grau de invalidez num decreto lei onde se definiam os graus de invalidez de origem profisssional, e claro que não encontraram pelo que consideraram não haver qualquer invalidez. Pode parecer inacreditável mas passou-se com o meu filho e comigo presente. No final não tive direito a qualquer relatório porque não possuía o BI do bebé (estavamos em 1986). Não façam das juntas médicas caixotes de lixo para incompetentes.
  • Joao Semana
    25 jun, 2017 Porto 14:32
    Convinha que a comentadora Maria não criticasse a saúde do pais neste caso. Isto não é um caso da saúde nem sequer a junta o é. Esta é um junta da segurança social que se destina unicamente para que a mesma se livre de pagar baixas e reformas antecipadas.
  • rogerio paulo rodrig
    25 jun, 2017 baixa da banheira 14:14
    o estranho é que nunca ha nada destas confusoes com familiares de politicos...é estranho nao é?!
  • Para refletir...
    25 jun, 2017 Almada 13:33
    Não compreendo também porque o caso está agora nos tribunais. Os tribunais estão sujeitos à lei e a pareceres científicos, neste caso dos médicos. Se acham que a junta médica da Segurança Social não avaliou bem a situação devem juntar outros pareceres médicos que afirmam a sua incapacidade e em ultimo caso há o Ministro responsável pela Segurança Social. Ou talvez a história não esteja bem contada!
  • Helena
    25 jun, 2017 Porto 13:24
    Eu uma vez fui a uma junta médica , estive lá 5 minutos , não me perguntaram absolutamente nada, apenas olharam para mim e disseram ..."pode sair" . A minha sogra também tem alzheimer (ou qualquer coisa parecida), tem bom aspecto e conversa normalmente com as outras pessoas , durante 5 minutos .... mas aos 6 minutos já não se lembra de nada dos 5 anteriores ..... Se a junta médica durar o que durou a minha ... não se apercebem de nada ... e no entanto , é impossível um professor trabalhar nessas condições. Espero que o tribunal resolva o assunto .....
  • Carlos Guia
    25 jun, 2017 Arganil 13:16
    È lamentável pois dizem que o nosso ensino é de excelência os alunos é que não tiram proveito por serem indisciplinados, acrescentando que alem destes casos temos professores sem preparação nenhuma,paciência pouca e a tratarem alunos mal verbalmente. PS. Faço parte da APEE de Arganil