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Resposta a Costa chega daqui a dois ou três dias, diz IPMA

20 jun, 2017 - 18:55 • Pedro Filipe Silva

Primeiro-ministro quer saber se “houve no local circunstâncias meteorológicas e dinâmicas geofísicas invulgares que possam explicar a dimensão e intensidade da tragédia”.
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O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) já está a trabalhar no relatório a enviar ao primeiro-ministro em resposta à pergunta que António Costa dirigiu ao organismo.

No despacho assinado na segunda-feira por António Costa e a que a agência Lusa teve acesso, são pedidos esclarecimentos sobre três das circunstâncias por apurar em relação às consequências trágicas do incêndio de Pedrógão Grande.

O chefe do Governo quer saber se “houve no local circunstâncias meteorológicas e dinâmicas geofísicas invulgares que possam explicar a dimensão e intensidade da tragédia, em especial no número de vítimas humanas, sem paralelo nas ocorrências de incêndios florestais, infelizmente tão frequentes em Portugal”.

Contactado pela Renascença, o presidente do IPMA, Miguel Miranda, diz que a resposta tem de ter em conta vários dados. “É necessário reprocessar todos os dados de descargas eléctricas, todos os dados de radar e alguma informação que vêm de imagem de satélite”, diz, acrescentando que foi criado um grupo de trabalho para analisar o que aconteceu.

Miguel Miranda explica ainda pormenores das questões levantadas por António Costa. “Uma questão é a caracterização da situação meteorológica, já expusemos de uma forma simples qual era o nível de excepcionalidade desta situação, mas neste relatório vamos descrever de uma forma mais sistemática. Queremos explicar em que medida é que é invulgar, o que é que nos levou a lançar tantos avisos nesta altura.”

“Depois, há a questão sempre presente que é até que ponto é que a evidência meteorológica das descargas eléctricas e a sua relação com a primeira ignição. Quando este trabalho acabar teremos uma ideia final evidência ou não”, concluiu o presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Comentários
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  • Aldrabões
    20 jun, 2017 S. Bento 20:23
    Tudo está encaminhado para que a história se repita. Em 2001 foram assassinadas 59 pessoas em Entre ao Rios e quem foi declarado culpado em tribunal foi a chuva. Agora e com mais um governo socialoide já morreram 64 e aposto que a culpa foi claramente da trovoada! Os tugas são mesmo uns tristes. Ainda acreditais nesses trogloditas que nos governam?? Ó Kosta sabes o que é um ser humano? Não acredito, tendo em conta os teus sentimentos ao ver tanta alma carbonizada... e ainda te esforças por conter aquele sorriso cínico com que nos tens habituado nas sessões da A.R.? O que aconteceu em Pedrogão faz lembrar o holocausto nazi. Ainda pior, porque no holocausto tudo era mais rápido. Tende vergonha, o que se passou e o que se está a passar é uma desumanização. Há dois dias que eu não vejo telejornais, porque infelizmente a maior parte dos jornalistas são piores que os bichos, são autênticos animais. Haja humanidade, haja dignidade!