O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
|
A+ / A-

157 feridos em Pedrógão Grande. Sete são graves e um é criança

20 jun, 2017 - 09:15

Bombeiros esperam dominar ainda esta terça-feira o incêndio que já matou 64 pessoas, incluindo um bombeiro e um cidadão francês. Já foram identificados mais de metade dos corpos.
A+ / A-
Protecção Civil quer conter incêndio até ao final da manhã

Em directo: Toda a informação sobre Pedrógão Grande e outros incêndios


Subiu para 157 o número de feridos no incêndio que lavra desde sábado em três distritos. Sete destes feridos estão em estado grave, incluindo uma criança.

As informações foram dadas esta terça-feira de manhã aos jornalistas pelo comandante operacional Vítor Vaz Pinto, da Protecção Civil, e pela responsável do INEM no terreno.

Regina Pimentel explica que o aumento do número de feridos decorre de situações ligeiras, que podem ou não estar relacionadas com o incêndio, mas que têm de ser contabilizadas porque foi prestado auxílio.

“As situações graves estão perfeitamente identificadas. Os novos feridos são ligeiros e não nos causam preocupação”, sublinhou a responsável do INEM.

Entre os feridos graves, além da criança, estão “quatro bombeiros e dois civis”. Alguns estão em unidades de cuidados intensivos, mas “estão todos estáveis” e “grande parte deverá evoluir favoravelmente”.

Têm, sobretudo, “superfície corporal queimada e via aérea queimada”, adianta Regina Pimentel.

Quanto à evolução do combate às chamas, o comandante Vítor Vaz Pinto acredita ser possível dominar o “fastidioso incêndio” até à hora do almoço.

“Os trabalhos da noite correram como planeado. Aproveitámos a janela de oportunidade para extinguir um dos pontos quentes que ontem permaneciam”, afirmou.

“Esperamos que, até ao final da manhã, o outro ponto quente seja extinto e se tal acontecer teremos condições para considerar o incêndio dominado”, acrescentou.

As condições meteorológicas vão, contudo, manter-se “adversas”, com um quadro de “humidades relativas bastante baixas, velocidades do vento entre os 20 e 30 km/h e temperaturas que poderão atingir os 43 graus”.

O plano para este dia é libertar “os combatentes das frentes de fogo de modo gradual”, privilegiando “as máquinas de rasto”.

Os meios envolvidos no combate ao fogo são, esta manhã, “1.153 operacionais, 391 veículos, 11 máquinas de arrastos e 13 meios aéreos: oito aviões e cinco helicópteros”.

Às 8h00, o balanço das pessoas afectadas era, além dos 157 feridos, 38 pessoas retiradas e 64 mortos, incluindo um bombeiro.

Autópsias em curso

Já foram identificados mais de metade dos corpos das 64 vítimas mortais do incêndio de Pedrógão Grande, informa o Ministério da Administração Interna esta terça-feira, sem adiantar o número de corpos identificados.

"Já estão a realizar-se há várias horas as autópsias médico-legais, que vão continuar a ser feitas durante toda a noite. O processo não pára", acrescentou.

As autópsias médico-legais decorrem no Instituto Nacional de Medicina Legal de Coimbra.

O fogo de grandes dimensões deflagrou às 13h43 de sábado em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, e alastrou depois aos concelhos vizinhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra, distrito de Leiria, tendo entrado também no distrito de Castelo Branco, pelo concelho da Sertã.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • José
    20 jun, 2017 Porto 12:48
    Ouvi na televisão e li no CM algumas pessoas que salvaram-se do incêndio a dizer que a GNR estava a mandá-los ir pela estrada da morte. É verdade isso ou confusão das pessoas que viveram a situação?