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​Primeiro-ministro faz perguntas para saber o que falhou em Pedrógão Grande

20 jun, 2017 - 00:42

António Costa emitiu um despacho a exigir esclarecimentos a várias entidades, anunciou o secretário de Estado da Administração Interna em declarações à RTP.
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O Governo quer saber o que falhou no grande incêndio de Pedrógão Grande, que fez pelo menos 64 mortos e mais de 130 feridos.

O primeiro-ministro, António Costa, emitiu esta segunda-feira um despacho a exigir esclarecimentos a várias entidades, anunciou o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, em declarações à RTP.

“O senhor ministro fez hoje um despacho em que exige esclarecimentos ao IPMA [Instituto Português do Mar e da Atmosfera] para saber as condições atmosféricas e climáticas naquele dia, o que houve de anormal e o que há para ser explicado”, referiu Jorge Gomes no programa “Prós e Contras”.

Em segundo lugar, António Costa quer saber “se houve falha de comunicações do sistema do Estado”, o SIRESP.

No mesmo despacho, pediu “o esclarecimento do encerramento ou não encerramento da estrada nacional” 236, entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra, onde morreram 47 pessoas.

“Este Governo não está à espera que passe o tempo para ficarmos com a culpa a morrer de solteira”, garante o secretário de Estado da Administração Interna.

Comentários
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  • indignado
    20 jun, 2017 Santarém 22:48
    Já agora pergunte lá à sua ministra tipo comida sem sal porque razão recusou a ajuda dos nossos amigos galegos, ela já se veio explicar com umas afirmações muito esfarrapadas que não convenceram ninguém.
  • Eborense
    20 jun, 2017 Évora 12:56
    São todos culpados! Os únicos que não têm qualquer culpa são os desgraçados dos bombeiros e aqueles que ficam sem os seus haveres e pior ainda aqueles que ficam sem a vida. Nenhum governo desde o 25 de Abril, fez alguma coisa para alterar a situação dos incêndios florestais. Nem o Dr. Coelho tem boca para abrir relativamente a este assunto, nem o Dr. Costa tem razão para dizer seja o que for. Lembro-me de há dois anos o PS estar indignadíssimo com a morte de 4 ou 5 bombeiros, pedindo nessa altura a demissão do governo. Então e agora que morreram mais de 60 pessoas? Pedem a demissão de quem? Acho que todos prestarão um grande serviço ao País se se mantiverem calados.
  • Mário Gouveia
    20 jun, 2017 Porto 11:41
    Senhor Primeiro-Ministro, com a época balnear em alta não espere grandes respostas ao seu despacho antes de Outubro, mas deixe-me reavivar-lhe a memória recente para inicio de conversa e ajudá-lo a perceber o que falhou: - em 2016, retira a Força Aérea do combate a fogos - em 2016, recusa €50M da UE para a compra de aviões de combate aéreo - em Abril deste ano anuncia que os helicopteros Kamov só voltariam a ser utilizados em 2018 devido aos elevados custos de manutenção - anuncia também acordo com CP e declara que bombeiros vão de autocarro ou comboio combater incêndios -Maio 2017, bombeiros anunciam "nunca antes conhecida carência de meios de combate aos incêndios" O problema dos incêndios em Portugal tem resolução simples, implica trabalho, compromisso e determinação que é algo que os sucessivos governos não têm quando se trata desta matéria. Ponham o exército a monitorizar a região, ponham prisioneiros a limpar matas, dêem incentivos para os particulares manterem os terrenos limpos, ouçam os arquitectos paisagistas e os engenheiros de ambiente que tanto sabem sobre a prevenção.
  • otário cá da quinta
    20 jun, 2017 coimbra 09:43
    Não falhou nada, está tudo nos conformes. Está tudo como é desejado por alguns e não são poucos, que engordam com os fogos. Enquanto houver empresas a se governar a " apagar" fogos e fábricas de papel e serrações a comprar madeira ardida, os fogos, creio eu, vão continuar eternamente.
  • Observador
    20 jun, 2017 Fnc 09:09
    Desde logo muito falhou não de agora mas de há muito! A organização e disposição da floresta, a selecção da matéria florestal, a distribuição, a requalificação, as distâncias estipuladas para plantio entre árvores e em relação à berma da estradas, a proliferação provavelmente sem regras do eucalipto, do pinheiro em detrimento de espécies como os carvalhos e outras, a falta de limpeza e a tudo isto e algo mais a falta de cumprimento no final da legislação! As comunicações falharam ou não? E se falharam o sistema serve ao país? Notemos que o combate ao incêndio deveria ser o último degrau da cadeia, se tudo a montante tivesse sido acautelado no terreno no sentido de dispensar essa fase derradeira! Demissões? Sim, talvez! Mas ao longo dos anos estas demissões têm contribuído para que os erros do passado sejam corrigidos? Não! O seu objectivo é regra geral salvar a face política e pouco mais! Há muito a fazer desde já começando por rever a relação entre aquilo que faz parte da tutela do estado aproximadamente 3% da floresta e o privado os restantes 97%! Por último e de uma vez por todas não será altura de devolver a competência do dossier incêndios às Forças Armadas Portuguesas, Exército, Marinha e em particular a Força Aérea? Não são estas o garante da integridade do território nacional? Não há legislação? Pois que a façam nesse sentido! Para tal existe precisamente uma AR!
  • rosinda
    20 jun, 2017 palmela 01:20
    sonia a culpa nao e so ps e de quem nos tem governado ao longo dos anos! mas quando alguem se demite o povo parece que se sente mais aliviado! Ninguem querer assumir erros e desumano!