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Bispos reagem com pesar a notícia de Pedrógão Grande

18 jun, 2017 - 10:37

D. Manuel Clemente e D. Jorge Ortiga manifestaram a sua tristeza através das redes sociais. Bispo de Coimbra, diocese que abrange a área afectada, também se associa á dor das vítimas.
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Tragédia em Pedrógão Grande. Pelo menos 57 mortos em incêndio

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O presidente e o vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa já manifestaram o seu pesar pela tragédia de Pedrógão Grande, onde um incêndio, ainda activo, fez já 57 mortos e 59 feridos, números que ainda poderão aumentar à medida que decorrem as operações.

Numa mensagem publicada no Twitter, D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa, diz: “Estou solidário e em oração pelas vítimas e familiares, pelos que combatem os incêndios e para que tudo se faça para prevenir as situações.”

O Patriarca encontra-se em Angola, onde preside, em representação do Papa, a um congresso eucarístico. Na missa desta manhã os mais de cem mil participantes rezaram "por todos os que morreram neste gigantesco incêndio, também pelos seus familiares e por todos os que no terreno lutam contra esta calamidade".

Também D. Jorge Ortiga, arcebispo primaz de Braga, escreve: “#Pedrógão Grande deixa-nos a todos em luto. Rezemos! #PedrógãoGrande”.

Este é já o pior incêndio de que há memória em Portugal, pelo menos nas últimas décadas.

Também D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra, a diocese que abrange a zona afectada pelos incêndios, divulgou uma nota em que se associa à dor de todos os estão a sofrer com a tragédia dos incêndios.

Na nota, D. Virgílio fala em nome de toda a diocese. "Deixo a todos uma palavra de conforto e peço à Diocese que se una na comunhão de solidariedade pelos que sofrem e de oração pelos que perderam a vida".

Em declarações à enviadas à agência Ecclesia, o secretário e porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, padre Manuel Barbosa, expressou a sua solidariedade e do presidente da CEP e da "imensa multidão de cristãos que celebram na fé e na esperança a sua vida eucarística" para com todos os que sofrem as consequências do incêndio.

Ainda este domingo ao princípio da tarde, o bispo de Setúbal, D. José Ornelas prometeu que a sua diocese irá auxiliar os familiares das vítimas e sobreviventes da tragédia, em articulação com a Cáritas diocesana.

Numa mensagem enviada à Renascença e publicada no site da diocese, D. José escreve: "Esta manhã, aqueles que tiveram possibilidade de dormir, acordaram com a tristíssima notícia da catástrofe do fogo que, mais uma vez, atingiu muitas populações do centro do país. Se notícias destas não são, infelizmente, raras no nosso país, esta assume dimensões especialmente dramáticas, que não podem deixar ninguém indiferente, pela perda de tão numerosas vidas humanas e pela destruição de ingentes bens necessários à vida. Para além de tudo o que se tem dito sobre o assunto, muito mais há que decidir, mudar e fazer. Mas este não é o momento de discutir. O nosso pensamento vai, antes de mais, para os que pereceram e para todos os que foram atingidos pela catástrofe. Não podemos ignorá-los e queremos estar ativamente próximos de quem perdeu os seus entes queridos, de quem ficou sem os seus bens, de todos os que lutam e se empenham em socorrê-los: bombeiros, instituições de socorro e voluntários."

"Recomendo a todas as paróquias, comunidades religiosas e movimentos da diocese, que mobilizem todos os seus membros para lançar um olhar de solidariedade para quem precisa. Que a nossa oração chegue ao Coração misericordioso do Senhor, que celebramos na semana que agora começa, por aqueles que perderam a vida tão tragicamente, por aqueles que os choram e pelos que perderam os seus meios de vida. Que a nossa oração dê força e eficiência aos nossos esforços solidários para ajudar quem precisa. Não podemos deixar de ser generosos perante tamanha necessidade!", diz.

"No próximo domingo, que todas as comunidades façam um peditório especial com esta finalidade e o enviem, quanto antes, à Diocese ou diretamente à Cáritas. Pedi à Cáritas Diocesana que, em ligação com a Cáritas Nacional, coordene estas e outras ações que venham a ter lugar, de modo que a solidariedade possa chegar o mais rapidamente possível a quem precisa", conclui o bispo de Setúbal.

[Notícia actualizada às 12h59]

Comentários
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  • Manuel
    18 jun, 2017 Alentejo 13:41
    As condições em que se desenvolvem estes incêndios cada vez vão ser mais normais. O aquecimento global é uma evidência. Infelizmente a par destas tragédias estão os poderes retrógrados e mafiosos e interesses políticos. Perdemos todos. E lamentamos a amarga perda de vidas de soldados da paz e cidadãos.
  • joa
    18 jun, 2017 Lisboa 11:21
    A "desgraça" que aconteceu ou deixaram acontecer no tal incêndio de Pedrogão é o reflexo de anos de corrupção e desgovernação do mafioso Bloco Central ps-psd cujo único objectivo é o assalto aos "castelos" do poder, dos dinheiros públicos, da banca, das empresas públicas, do tacho depois de saírem do poder, enriquecimento ilícito, etc. Há dezenas de anos que se verifica a pouca vergonha dos incêndios, como em muitas outras áreas! Diziam e dizem que iam tomar medidas, que nunca mais ia acontecer, "compraram" de forma suspeita uma carrada de meios aéreos, aviões, equipas e afinal para que serviu isso tudo?! Mais corrupção e enriquecimento ilícito! Todos esses deviam ser responsabilizados, mas não, o que fazem sempre?! Vão no carro de luxo, com motorista e ar condicionado para a zona do incêndio com a hipocrisia nojenta e cínica do costume para os meios de cUmunicação manipulados, quando deviam ser punidos porque deixaram essa "desgraça" acontecer! Agora vêm também as "carpideiras" internacionais cínicas e hipócritas dar os pêsames! Se acontecer um Terramoto em Potugal para o qual criminosamente não tomaram medidas nenhumas, vão fazer a mesma farsa inaceitável, que vão "apurar responsabilidades", etc! A corja politiqueira/desgovernativa está-se a lixar para o povo, fingem que o servem , mas servem-se à grande e impunemente do poder! Se calhar se tivessem mantido os tais 300 guardas florestais que eram muito eficientes, para além de gastarem muito menos, tinham evitado essa "desg