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Theresa May confirma que vai formar Governo e "liderar as negociações do Brexit"

09 jun, 2017 - 12:52 • Matilde Torres Pereira

Primeira-ministra conservadora perdeu a maioria absoluta, mas vai continuar a governar graças a um acordo com os Unionistas.
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Theresa May confirma que vai formar Governo e "liderar as negociações do Brexit"

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A primeira-ministra britânica, Theresa May, discursou esta sexta-feira frente ao número 10 de Downing Street, em Londres, após um breve encontro com a Rainha, de quem recebeu luz verde para formar um governo que pretende “liderar as negociações do Brexit”, garantiu.

Theresa May confirmou um acordo de coligação com o Partido Unionista Democrático (DUP), da Irlanda do Norte, realçando a proximidade entre os dois partidos ao longo das décadas.

A líder do Partido Conservador sublinhou que irá convocar um governo para uma legislatura completa - os próximo cinco anos – que vai “trabalhar para manter uma nação segura”, “no seguimento dos dois mais recentes ataques terroristas, em Manchester e Londres, dando à polícia e às autoridades o poder para lidar com a ameaça terrorista".

Sem o referir, o discurso de Theresa May indica que pretende honrar uma das duas promessas de campanha: caso as leis britânicas de salvaguarda dos direitos humanos constituam obstáculo ao combate ao fundamentalismo islâmico, a primeira-ministra não terá pudor em alterá-las.

Apesar de ter ganho a maioria dos lugares no parlamento, May sofreu uma derrota significativa no que toca à legitimidade do seu mandato, tendo perdido 12 lugares na Casa dos Comuns, enquanto os trabalhistas de Jeremy Corbyn conseguiram conquistar mais 29 lugares parlamentares. Nada que transparecesse, no entanto, no discurso desta sexta-feira.

"Ao longo dos próximos cinco anos vamos construir um país em que ninguém fica para trás e em que a prosperidade e a oportunidade são partilhadas”, declarou.

O processo de negociação da saída do Reino Unido da União Europeia deverá ter início durante os próximos dez dias. “Vamos cumprir a promessa do Brexit, juntos”, exortou. "Foi nisto que as pessoas votaram. É isso que vamos fazer. Vamos ao trabalho”, concluiu.

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  • P/RR
    09 jun, 2017 dequalquerlado 17:22
    Eu já sabia que o pavalh~ ao serviço não ia publicar o meu comentário. Este sujeitinho ao Serv da RR para além de não respeitar a liberdade de expressão ainda é ridiculo. Então onde está o comentário que fiz sobre os terroristas?
  • P/Horácio
    09 jun, 2017 dequalquerlado 16:18
    Oh Horácio, tu vens para aqui defender a globalização, não sei se é porque és empresário e porque também tens andado a beneficiar do mesmo ou se é porque estás num outro país porque o teu país não te deu o mínimo de condições para que não saísses dele. Claro que esta globalização tem vindo a contribuir para a precariedade, como as máquinas ou robôs, e nisto te dou toda a razão, só como exemplo, o cavaqueiro sempre defendeu a precariedade, dizia que tinha que haver salários baixos e leis mais fáceis de despedimento, para que pudesse haver investimento dos estrangeiros, dando assim a mama aos exploradores para que pudessem fazer dos trabalhadores até quase de escravos... Ou seja os estrangeiros podiam investir em portugal tirando emprego aos seus dando salários baixos aos trabalhadores, os de cá podiam ir explorar para africa, retirando emprego aos de cá, ainda com a globalização, foi brasileiros, ucranianos, africanos e mais mais e mais que virem encher este país com salários baixos para que os de cá levassem no pacote, até muitas das obras feitas cá era com mão de obra destes países. E agora até mesmo estes nem sequer querem estar neste país, porque também procuram outros mais ricos para ganharem mais. Mas a verdade e o que é triste e nisto te dou a razão a 100% é que as máquinas e robôs têm tirado milhares de emprego, sem que haja controlo nenhum sobre isto, contribuindo para que meia duzia vão ficando cada vez mais ricos e os restantes na miséria. Os governos tem culpa.
  • CAMINHANTE
    09 jun, 2017 LISBOA 14:46
    A questão das "leis dos Direitos Humanos", no que concerne a situações de segurança dos cidadãos, ou seja da colectividade, essencialmente em matéria de combate ao terrorismo, é bem discutível se se tratam de princípios de salvaguarda de Direitos Humanos ou de obstáculos contra a acção de SALVAGUARDA do elementar direito de segurança do cidadão. O terrorismo não é combatível dentro dum quadro legal duma situação de normalidade social - não é mesmo, e ainda menos este terrorismo cobarde deliberadamente focado em alvos civis no seu quotidiano.
  • Justo
    09 jun, 2017 Leiria 14:20
    Era assim que deveria ter-se passado no Portugal Triste.
  • Horacio
    09 jun, 2017 Lisboa 14:10
    Os ingleses como os americanos vão pagar caro por ter escolhido mal quem os vai governar . Estes demagogos populistas que venceram eleições devido a um sentimento de protesto (justificado) por parte do eleitorado .estao a provar que reclamar é fácil difícil mesmo é governar . A frustração devido à falta de emprego e a stagnacao dos salários foi explorada por Mrs May e Donald Trump e até Lê pen na França para conseguirem votos .culpando os imigrantes as minorias o livre movimento de pessoas e a globalização deixando de forra os verdadeiros culpados. a ganância desascerbada das grandes corporações e seus comparsas políticos da direita .empresas que correm o mundo a procura de gente que pode ser explorada .e promove ferozmente a substituição dos trabalhadores por robôs e computadores .desde bancos on-line a supermercados sem gente nas caixas a fábricas robotizadas .e agora querem carros sem condutores e para que?. Para acabarem de vez com condutores de autocarros, taxistas , camionistas e outros .sem falar em outros empregos relacionados .por exemplo a indústria de seguros .afinal como cobrar um seguro de um condutor se ele não dirige . Para que seguros se estes carros sao supostamente infalíveis e não causam acidentes. Que tal políticas responsáveis que visam promover technologias que melhoram a vida sem colocarem a todos no desemprego só para aumentar constantemente os lucros. Que tal technologias renováveis invés de obsolencia programada.
  • iFernando
    09 jun, 2017 Porto 14:06
    espetáculo, numa manhã fazem o que em Portugal demora um mês...(eleições; contagem; publicação; consulta a partidos; convite..)
  • Rosinda
    09 jun, 2017 13:18
    Que culpa tem tem ela que haja atentados? Por acaso ela participou em algum?