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Número de trabalhadores com salário mínimo sobe para 730 mil

01 jun, 2017 - 18:12

São 22,9% do total, de acordo com o quinto relatório de acompanhamento da remuneração mínima mensal garantida, que o Governo apresentou esta quinta-feira aos parceiros sociais.

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O número de trabalhadores que ganham o salário mínimo nacional aumentou para os 730 mil em Março deste ano, face ao período homólogo. Representam 22,9% do total.

Depois da subida do salário mínimo para os 557 euros em Janeiro, o quinto relatório de acompanhamento da remuneração mínima mensal garantida, que o Governo apresentou esta quinta-feira aos parceiros sociais, dá conta de que, em Março de 2017, “havia cerca de 730 mil trabalhadores abrangidos” por esta remuneração.

Isto representa um crescimento homólogo de 13,9%, ou seja, mais 88,9 mil pessoas, reflectindo uma subida inferior à observada em Março de 2016, quando o número de trabalhadores a ganhar o salário mínimo em vigor na altura aumentou 24,4% (ou 125,5 mil pessoas).

Em termos relativos, a proporção de trabalhadores que ganhavam o salário mínimo em Março de 2017 representava 22,9% do total de trabalhadores, um aumento de 2,2 pontos percentuais comparando com o mesmo período de 2016.

No documento hoje entregue aos parceiros sociais, o Governo indica que o crescimento do volume de trabalhadores abrangidos pela remuneração mínima mensal garantida resultante desta actualização [de Janeiro de 2017] foi inferior ao que resultou quer da actualização de 2016 (+3,1 pontos percentuais) quer da actualização de Outubro de 2014 (acima de 4,0 pontos percentuais).

Quanto aos novos contratos, foram iniciados cerca de 262,5 mil contratos de trabalho no primeiro trimestre deste ano, mais 19% face ao mesmo período de 2016, segundo o relatório que dá ainda conta de que “o número de contratos cessados no âmbito do Fundo de Compensação do Trabalho foi de 150 mil (+7,6% do que no primeiro trimestre de 2016)”.

Mais de 40% dos contratos iniciados entre Janeiro e Março (40,7%) “tiveram remuneração base mensal igual à remuneração mínima mensal garantida, o que representa um aumento de aproximadamente 3,4 pontos percentuais face à proporção observada no primeiro trimestre de 2016”.

O documento recorre a dados de Janeiro para traçar o retrato do trabalhador que ganha o salário mínimo: são sobretudo mulheres (53,7% do total de trabalhadores que auferem esta remuneração), que têm entre 35 a 44 anos (27,5% do total) ou entre 45 a 54 anos (25,4% do total) e têm apenas o ensino básico de escolaridade (70,4% do total).

O quinto relatório de acompanhamento inclui pela primeira vez uma análise sectorial, concluindo-se que, em Janeiro de 2017, os trabalhadores que ganhavam o salário mínimo nacional “concentravam-se predominantemente nas indústrias transformadoras (21,6%, num sector que representa 20,7% do emprego total), no comércio por grosso e a retalho, na reparação de veículos automóveis e motociclos (20,9%, num sector que representa 19,9% do emprego total)”.

Além disso, verifica-se que há “uma sobre-representação dos trabalhadores abrangidos pela remuneração média mensal garantida no sector da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca”.

Estas actividades abrangiam, em Janeiro, “cerca de 2,4% dos trabalhadores, ao passo que, no escalão de remuneração equivalente à remuneração média mensal garantida, abrangiam 3,7% dos trabalhadores”.

O salário mínimo esteve congelado nos 485 euros entre 2011 e Outubro de 2014, quando o anterior governo PSD/CDS o aumentou para os 505 euros, na sequência de um acordo estabelecido entre o executivo, as confederações patronais e a UGT.

A contrapartida para os patrões foi uma descida de 0,75 pontos percentuais na Taxa Social Única (TSU) aplicada aos salários mínimos e paga pelas empresas.

Já com o executivo de António Costa, o valor do salário mínimo foi aumentado duas vezes - para os 530 euros em 2016 e para os 557 em 2017 -, sendo objetivo assumido pelo Governo continuar a subir o seu valor gradualmente até atingir os 600 euros em 2019.

Se para o aumento de 2016 não foram acordadas contrapartidas para os patrões, no de 2017 a solução encontrada para compensar as empresas pelo aumento dos encargos decorrentes da subida do salário mínimo foi uma redução nos pagamentos especiais por conta.

Comentários
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  • Algunsburros!
    02 jun, 2017 do cemitério 12:03
    E a culpa de quem recebe o ordenado mínimo é dos f.púb. Oh Deus dá-me paciência para certos burros!
  • P/RR
    02 jun, 2017 dequalquerparte 11:59
    Só um?! Cadê os outros?!
  • P/RR
    02 jun, 2017 do jardim das tabuletas 11:57
    Então já fiz comentários há horas e ainda não publicarem. Esta RR é só censura. Viva a ditadura! Viva os fascistas!
  • P/Mark
    02 jun, 2017 dequalquerparte 11:55
    O que têm aumentado não são pessoas de quadro, só me apetecia era te chamar todos os nomes (.....) mas depois não publiquem o comentário. O que tem sido feito é que os que se vão reformando não vão sendo substituídos, o que tem vindo a aumentar são pessoas com contrato temporário, do fundo de desemprego, mesmo nos serviços públicos, o que é uma vergonha como exemplo destes governantes, mas eles como dão a mama aos privados, também fazem igual, ora agora trabalhos 6 meses a 500 euros, ora agora vais para casa para dar lugar a outro nas mesmas condições. Já vem dos antigos governantes, mas continua na mesma, e isto não é porque venho para aqui falar para tirar parte por partidos e que depois fica cego ou só vê por um canto de um olho e não vê a outra realidade. Deve ser um consolo para ti, ires aos hospitais e escolas e ver falta de funcionários, ou então vê gente com contratos precários, como ver cada vez mais miséria, com pessoas desempregadas e sem dinheiro para nada. O que me revolta é ver mentalidades como a tua, que deixam de ver o que está mal, só vêm o que querem ver, porque se calhar também se vão aproveitando disto, ou que falam como papagaios, mas sem um pingo de raciocínio. Onde é que tás a ver aumentos na função púb. Isto é a tua cabeça, que não tem nada por dentro.
  • Orabem!
    02 jun, 2017 dequalquerlado 11:29
    Eu sinceramente às vezes fico confuso, se este espaço, da RR, se é para se dizer o que se pensa mas depois não publicam, então este espaço serve mais para censura do que para fazer comentários.
  • Pinto
    01 jun, 2017 Porto 21:41
    Hoje não há salários compatíveis para profissões especializadas, tudo desceu ao nível do salário mínimo, fruto das políticas de direita, em que para haver compatibilidade tem de haver salários baixos, facilidade nos despedimentos, contratação por períodos curtos e fim das indemnizações.
  • Mark
    01 jun, 2017 Coimbra 18:43
    Cada vez mais pessoas a receber ordenado mínimo é vamos nos aumentar os funcionários públicos?