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“O ponto e o píxel”: a tapeçaria ao encontro da arte contemporânea

19 mai, 2017 - 17:24 • Matilde Torres Pereira com imagens cedidas pela Fundação das Comunicações

Portalegre mostra obras de Almada, Vieira da Silva e outros artistas em tapeçaria.
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O Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino recebe a partir desta sexta-feira a exposição “O ponto e o píxel”, em parceria com a Fundação Portuguesa das Comunicações e Manufactura Tapeçarias de Portalegre (MTP), com obras de artistas portugueses como Almada Negreiros, Carlos Botelho, Lourdes Castro e Maria Helena Vieira da Silva, entre outros.

A exposição, segundo a Câmara de Portalegre, pretende proporcionar uma abordagem contemporânea e inovadora de um dos eixos do seu património cultural, a manufactura da tapeçaria de Portalegre. Com curadoria de Susana Pires e projectada pelo arquitecto Rui Órfão, inaugura esta sexta-feira e fica patente até 31 de Dezembro.

Luís Filipe de Abreu, A Carta, 1982

O Museu de Tapeçaria – Guy Fino e a Câmara de Portalegre já fizeram parcerias no passado com universidades, com o objectivo de desenvolver estratégias que permitam consolidar em Portalegre um pólo de tapeçaria contemporânea com impacto a nível nacional e internacional.


Maria Helena Vieira da Silva, Biblioteca, 1982

Almada Negreiros, Integração Racial, 1980

Eduardo Nery, Estrutura Ambígua, 2002

João Tavares, Proclamação da Independência, 1959

O que é a tapeçaria de Portalegre?

Mais de duas centenas de pintores portugueses e estrangeiros têm obras tecidas na Manufactura Tapeçarias de Portalegre. Utilizando uma técnica totalmente manual, a tapeçaria de Portalegre, segundo a descrição feita no site da MTP, tem como ponto de partida um original de pintores conhecidos, portugueses ou estrangeiros.

A desenhadora trabalha o desenho, tendo em atenção os contornos, as formas, as tonalidades das cores e todos os pequenos detalhes que a tecedeira deve ler e traduzir em tecelagem. De seguida é feita a escolha das cores, fazendo a equivalência entre o original e as mais de sete mil cores da paleta de lãs da manufactura.

Manufactura de tapeçaria de Portalegre. Foto: Fernando Guerra | FG+SG

Uma vez que a trama decorativa e composta por oito cabos, permite misturar fios de diferentes cores permitindo realizar, desta forma, efeitos de profundidade, transparência e de sobreposição de planos. Uma vez pronto, o desenho de tecelagem constitui o original para as tecedeiras. É então suspenso no tear, juntamente com os novelos de lã.


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