O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
|
A+ / A-

Quando Elvis e Tony Bennett cantaram Fátima

06 mai, 2017 - 09:04 • Inês Rocha

Super-estrelas da música norte-americana também cantaram a fé na Nossa Senhora de Fátima.
A+ / A-
Quando Elvis e Tony Bennett cantaram Fátima

No dia 15 de Maio de 1971, o rei do rock gravou uma canção sobre o milagre de Fátima. A música seria divulgada no ano seguinte, a 20 de Fevereiro, no álbum "Elvis Now!".

Permanece um mistério a razão pela qual Elvis Presley, criado na Igreja Evangélica Assembleia de Deus, quis gravar uma canção dedicada ao rosário, uma oração tipicamente católica.

Chama-se "The Miracle of the Rosary" e foi escrita pelo homem que ensinou Elvis a tocar guitarra aos 13 anos: Lee Denson, um amigo da família Presley, casado com uma católica devota de Nossa Senhora de Fátima.

A canção foi escrita em 1960, quando Denson se aproximou também do catolicismo. Algum tempo depois, o Papa Paulo VI chegou mesmo a abençoar a canção.

Nos anos 80, "The Miracle of the Rosary" terá sido cantada por Lee no Santuário de Fátima e no Carmelo de Coimbra, na presença da irmã Lúcia.

Ouça as canções que Elvis e Tony Bennett cantaram sobre Fátima

"Our Lady of Fatima" na voz de Tony Bennett

Também o histórico cantor norte-americano Tony Bennett gravou uma canção dedicada a Fátima, em 1950. Mas não foi o único.

“Our Lady of Fatima”, uma canção composta pela irlandesa Gladys Gollahon, uma pianista amadora que vivia em Cincinnati, Estados Unidos, tornou-se rapidamente um êxito naquela cidade. Quando a WSAI, uma rádio local, passou a canção pela primeira vez, o telefone não parou de tocar, com ouvintes a pedir que a repetissem uma e outra vez.

A música foi comprada, em 1950, pela editora Robbins e gravada, nos meses seguintes, na voz de vários artistas famosos na época, como Red Foley, Kitty Kallen e Ricard Hayes, Andy Williams e Bill Kenny.

Na sua autobiografia “The Good Life: The Autobiography Of Tony Bennett”, Tony Bennett recorda que quando entrou em estúdio, em Julho de 1950, os seus produtores aconselharam-no a fazer uma versão desta canção, já que era um “êxito provado”.

O cantor descreve a música como “melodramática”, mas diz ter sido uma gravação importante na sua carreira, já que foi a primeira vez que trabalhou com o orquestrador Percy Faith.

Nesse ano, canção atingiu o sexto lugar na “hit parade”, um "ranking" de músicas da revista Billboard - um feito pouco comum para uma música religiosa.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • O Pecador
    12 mai, 2017 Taquáras 15:24
    Quando Deus quer até o diabo ajuda!
  • Adosinda Dias
    10 mai, 2017 Porto 14:41
    Esse milagre só Deus saberá, porque Elvis já cá não está, mas creio que foi alguma luz que o iluminou, porque todos nós temos momentos bem iluminados, outros por vezes mais escuros. Era uma grande voz, voz da musica grande estrela da musica. Mas Deus sabe, nós ficamos com o mistério.
  • Manuel Moreira
    06 mai, 2017 Bobadela.Lrs 12:35
    Nunca tive conhecimento destas "Belas Canções", fiquei maravilhado Obrigado
  • António Campos Leal
    06 mai, 2017 Lisboa 11:14
    Ahahahahahahah. Grande show
  • maria
    06 mai, 2017 barcelos 10:48
    Obrigada Renascença por este achado belissimo!