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DBRS mantém Portugal acima de “lixo"

21 abr, 2017 - 18:10

Governo diz que agência de notação financeira reconhece progressos. O Presidente da República espera por boas notícias no final do Verão.
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A agência de notação financeira DBRS mantém o rating de Portugal em BBB (baixo) com perspectiva “estável”, acima do nível “lixo”.

A DBRS justifica a manutenção do rating' com factores positivos, ligados ao cumprimento das regras europeias.

Mas a agência canadiana também alerta para "desafios significativos" que se colocam a Portugal, como os "níveis elevados de endividamento público e empresarial, um crescimento potencial baixo e pressões orçamentais".

Os analistas sublinham que Portugal "enfrenta desafios importantes", como a dívida pública, que permanece "muito elevada" e que se prevê que desça "apenas gradualmente, o que deixa as finanças públicas vulneráveis a choques adversos".

Governo destaca "progresso"

Segundo um comunicado do Ministério das Finanças, "a DBRS reconhece o progresso que se tem verificado nos principais desafios que ainda se colocam ao país".

O gabinete do ministro Mário Centeno acrescenta que "a decisão reflecte os legados da crise, em particular no endividamento e nos créditos em risco, desafios sobre os quais o Governo tem actuado, bem como o facto de Portugal ter excedido as expectativas do mercado no que toca ao crescimento económico, à consolidação orçamental e à estabilização do sector financeiro".

O executivo aproveita para lembrar que "o desemprego recuou para níveis de 2009 e a geração de emprego acontece ao dobro do ritmo europeu. A aceleração do ritmo crescimento económico – 2% no último trimestre de 2016 – está a permitir a convergência com os parceiros europeus, algo que não acontecia desde 2010. As exportações registaram máximos, valendo hoje mais de 40% do PIB, e o excedente externo consolidou-se. O défice das contas públicas caiu para 2% em 2016, o nível mais baixo da história democrática portuguesa."

No mesmo sentido, o primeiro-ministro afirma que a decisão da DBRS é o "reconhecimento das evoluções positivas" e que "não era antecipável" alterações naquela classificação até à conclusão do procedimento por défice excessivo.

No Porto, ao início da noite, no final de uma reunião com a Associação Empresarial de Portugal, António Costa afirmou estar convicto de que, depois de a Comissão Europeia se pronunciar sobre a saída de Portugal do procedimento por défice excessivo, as agências de 'rating' vão sentir "conforto" para alterar de forma positiva a classificação da dívida portuguesa.

Marcelo espera pelo fim do Verão

O Presidente da República considera que a manutenção do rating é o esperado até haver uma decisão europeia sobre a saída do processo por défice excessivo.

"Era o que se esperava, até haver uma decisão sobre a saída do processo de défice excessivo não é de esperar que as agências de 'rating' subissem o 'rating'. Depois de haver uma decisão, se for positiva, como é de esperar, aí, a seguir ao Verão, é que poderá haver boas notícias", declarou Marcelo Rebelo de Sousa, em resposta aos jornalistas, durante uma visita à Mesquita de Lisboa.

O chefe de Estado aproveitou para referir que "hoje chegaram notícias boas, como uma previsão do ISEG de crescimento de 2,4% para o primeiro trimestre", que no seu entender é até "um pouco excessiva", mas "em qualquer caso mostra uma tendência positiva", e recomendou: "Vamos esperar pelo fim do Verão".

[notícia actualizada às 21h41]

Comentários
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  • Eborense
    22 abr, 2017 Évora 01:14
    Enquanto o Governo não se convencer, que tem que começar a fazer descer a dívida pública sustentadamente, não passamos do lixo. O governo não pode é dizer nada à Dr.(a) de Teatro, nem ao Tio Jerónimo, senão eles mandam abaixo a geringonça, porque a dívida é para aumentar e não reduzir. E depois não se paga.