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Usavam os netos para entregar droga. Mais de 60 pessoas condenadas

21 abr, 2017 - 14:42

Megaprocesso tem mais de 100 arguidos com idades entre os 18 e 77 anos. Houve ainda condenações por detenção de arma proibida, entre outros crimes.

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Um único processo sobre tráfico de droga deu origem, esta sexta-feira, a 61 condenações, 26 das quais a penas de prisão efectiva. A decisão foi tomada pelo Tribunal de São João Novo, no Porto.

As penas de prisão efectiva oscilam entre um ano e nove meses e dez anos. No total de 120 arguidos, 24 foram absolvidos e 34 foram condenados a penas suspensas. Uma pessoa foi condenada a cumprir 180 horas de trabalho comunitário.

Além de tráfico de droga, alguns arguidos foram condenados por detenção de arma proibida e condução de veículo sem habilitação legal.

Segundo a acusação, os arguidos, que estavam divididos em vários grupos, traficaram droga – nomeadamente cocaína e heroína – entre 2012 e 2015 no Grande Porto, sobretudo no Bairro Dr. Nuno Pinheiro Torres.

Entre os arguidos, com idades entre os 18 e 77 anos, havia responsáveis pela aquisição da droga, o transporte, armazenamento – sobretudo em casas de recuo – preparação, embalagem, distribuição e venda.

Alguns usavam netos, filhos e irmãos menores para fazer entregas de droga a clientes e, assim, não levantar suspeitas.

A investigação envolveu mais de 100 buscas domiciliárias e resultou na apreensão de 11 quilos de droga (dos quais 5,2 eram cocaína) e 160 mil euros.

Os bens, nomeadamente dinheiro, carros ou armas, apreendidos aos agora condenados foram declarados perdidos a favor do Estado.

Pelo número elevado de arguidos envolvidos no processo, o julgamento, que começou a 27 de Outubro de 2016, realizou-se no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Valadares, em Vila Nova de Gaia, dado o Tribunal São João Novo, no Porto, não ter espaço.

Comentários
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  • Marco Aurélio
    22 abr, 2017 Coimbra 07:44
    Estas práticas matam às centenas e os "matadores" apanham penas suspensas e coisas semelhantes. O Código Penal português e os julgadores portugueses, são coisas só concebíveis em Portugal. Há dias, numa notícia de televisão, era dito que o senhor Pedro Dias, suspeito de ter assassinado (até agora), quatro pessoas, se arriscava a ser condenado com a pena máxima. Se um caso semelhante, for julgado nos EUA, o suspeito arrisca-se a ser condenado a 100 anos de prisão efectiva, na melhor das hipóteses, ou a pena de morte. Portugal é um paraíso ! Um qualquer indivíduo, pode matar uma centenas ou várias centenas de pessoas e ainda assim, arrisca-se à pena máxima (25 anos de prisão), que podem ser reduzidos, dependendo das circunstâncias.
  • Alberto
    21 abr, 2017 Porto 19:23
    Já não se pode ter uma empresa de tipo familiar com elevados índices de produtividade e rentabilidade! Então o empreendedorismo não está na moda?
  • Sverian Strazza
    21 abr, 2017 Lisboa (Africa Branca) 17:31
    E...o Dias Loureiro ???
  • HA
    21 abr, 2017 Lx 15:48
    Comparando isto com a questão dos bancos e politicos corruptos, é como diz o outro, são peaners!

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