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Transtejo. Trabalhadores mantêm greve a 26 e 27 de Abril

21 abr, 2017 - 08:15

Duas greves parciais, de três horas por turno na Transtejo e de duas horas por turno na Soflusa, vão afectar as ligações fluviais, em especial, nas horas de ponta.
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Os trabalhadores do grupo Transtejo, responsável pelas ligações fluviais entre a margem sul e Lisboa, decidiram manter a greve parcial de dois dias, a 26 e 27 de Abril.

"Reunimos com a administração da empresa e recebemos a informação que a proposta de revisão do Acordo de Empresa veio recusada do Ministério da Finanças. A revisão não foi totalmente recusada, apenas alguns pontos, entre eles a questão salarial", disse à agência Lusa Carlos Costa, do Sindicato dos Transportes Fluviais Costeiros e Marinha Mercante, afecto à Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

Segundo o sindicalista, a proposta de revisão do Acordo de Empresa não traz nenhum aumento salarial.

"A revisão não tem aumentos salariais, apenas muda o espelho de apresentação dos valores. Ficámos surpreendidos com esta decisão e nós não pretendemos estar agora a renegociar um acordo que nem entrou em vigo sequer", explicou.

A administração do grupo Transtejo reuniu na quinta-feira com as organizações sindicais representativas dos trabalhadores no Cais do Sodré, em Lisboa.

"Tínhamos a expectativa que tivesse sido algo favorável que vinha desta reunião e que fosse possível cancelar as greves, mas não veio nada de positivo. As greves previstas para as duas empresas do grupo, a Transtejo e a Soflusa, vão manter-se", defendeu.

A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), afecta à CGTP, agendou duas greves parciais para 26 e 27 de Abril, de três horas por turno na Transtejo e de duas horas por turno na Soflusa, que vão afectar as ligações fluviais, em especial, nas horas de ponta.

A Transtejo é a empresa responsável pelas ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão com Lisboa, enquanto a Soflusa faz a ligação entre o Barreiro e Lisboa.

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  • José Guerreiro
    21 abr, 2017 Baixa da Banheira 09:33
    O que me faz confusão (ou não, ou não) é o horário que esses "trabalhadores" escolhem para fazer a greve, sem ter o minimo respeito por quem lhe paga os ordenados. Estas greves em nada afectam a administração, até os beneficiam (poupam), será que esses "trabalhadores" não entendem isso??
  • Maria da Fonte
    21 abr, 2017 Lisboa 09:33
    Só me apraz dizer que "a mudança de espelho" deve ser uma nova forma de reflectir "aumento salarial" e basicamente os Mestres das embarcações continuam a "velha chantagem" que já não engana ninguém de uma Classe Profissional que usa e abusa da paciência dos utentes que pagam passes e bilhetes mais caros que na easYjet para andar de avião, e com uma grande lata "nas horas de ponta" que assim respeitam muito os utentes e quem lhes paga os ordenados "privilegiados", de 30 ou 40 trabalhadores. Quanto à fatura, pagam os mesmos que estão habituados a pagar: os utentes e o povo.
  • guima
    21 abr, 2017 Cascais 09:21
    26 e 27, 25 é feriado, dá cá um jeitão, fim de semana prolongado. Vão mas é trabalhar.
  • TUGA
    21 abr, 2017 LISBOA 08:37
    Ricas FÉRIAS!!! Já lá mora o dinheiro dos passes, portanto podem lixar a vida a quem quer trabalhar!!! O povo tem o que merece, o que esses parasitas precisavam sei eu muitíssimo bem, mas o povo está com a esquerdalhada 2 dias de trabalho e o resto de descanso!! mais direitos e mais direitos e direitos sobre os direitos e direitos dos direitos!!!